Mostrar mensagens com a etiqueta trabalhos de alunos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta trabalhos de alunos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 12 de março de 2014

CARTAS E POEMAS DE AMOR

Durante o segundo período, os alunos de 9ºano ano de português foram muito produtivos. Trabalharam a expressão escrita: criaram slogans publicitários, escreveram notícias, cartas formais, cartas informais como também poemas de amor.

Este ano o dia 14 de fevereiro de 2013 foi uma sexta-feira, e nesse dia as turmas do 9ºB e 9ºE realizaram em aula, em trabalho individual, a tarefa de escrever uma carta de amor.

Cartas de Amor
Turma 9ºB

Primeira carta mais votada
               
Para ti minha princesa,

Minha fofa princesa
Rainha do meu coração,
Os teus olhos em mim despertam
Uma grande paixão.

Quando te vi
O meu coração acelerou,
Como uma vela fica com chama
O nosso amor ardente despertou.

Foi no dia 19

Que contigo me encontrei
De um mero amigo
Para namorado passei
Adorava passar
O resto da vida a teu lado
Se aceitares este desejo
Sinto que fui abençoado
Abençoado por deus
 E também por dentro
Não será a distância que estragará
O nosso sentimento

Uns poucos meses chegaram
Para perceber que te amava
Nossos corações aceleravam
Não sou daqueles miúdos
Que metem raparigas em tristeza
Mas sim daqueles homens
 Que as tratam como realeza

Sem ti a minha vida
É vazia e escura
Se não te tivesse a meu lado
Era uma terrível tortura
Viver isolado de ti
É difícil acredita
Digam o que disserem
Para mim és
A rainha mais bonita.

Segunda carta mais votada
            
Almada, 14 de fevereiro 2014
       Meu doce,

És como fogo que arde sem se ver. Não tenho palavras para descrever o meu amor por ti, minha princesa. As tuas palavras são como mel pois teus lábios são perfeitos. És linda, minha bolachinha torrada. Quando não estou contigo dói-me o coração, pois tu és só minha, meu lindo torrão. Sou uma sombra numa noite escura, em plena lua cheia, onde carrego a minha dor a minha saudade de ti, meu amor. Não tenho mais palavras para escrever, não sei o que hei de dizer, pois quando penso em ti entro em transe, meu amor.

Um beijo gostoso,

                               Do teu amado.

Terceira carta mais votada
Avenida do Coração, 14 de fevereiro de 2014

        Querido Coração,

Sabes aquela felicidade?
Sim! Aquela que não se pode comprar?
Lembra-te daquelas noites em que íamos passear,
Lembra-te das noites mal dormidas a pensar.
Lembra-te desse dia,
No dia em que tocaste no coração de alguém,
Sentiste aquelas borboletas na barriga,
Mesmo no momento em que ias falar,
Aquele palpitar constante do coração,
Lembra-te de te sentires arrepiada,
Lembra-te dos pensamentos constantes,
Lembra-te do olhar,
Aquele olhar que nos põe o coração acelerado,
Aquela noite a pensar se era o futuro ou apenas coincidência?
Agora já percebeste o que será…
Agora já sabes o que penso…

Terceira carta mais votada

Almada, 14 de fevereiro de 2014
Minha rainha,

   Não sei como começou nem onde começou, só sei que TE AMO. Este sentimento tem vindo a crescer desde o primeiro dia que me apaixonei.
Tenho ciúmes de todos, porque eu ainda te amo.
Tu para mim és uma rainha, uma donzela, uma feiticeira pelo qual eu fui enfeitiçado, eu sou um simples boneco nas tuas mãos.
Ainda me lembro do cheiro do teu cabelo, ainda me lembro do primeiro sentimento, eu apenas lembro-me de tudo.
Eu não tenho muito mais em que pensar, do que na cor dos teu olhos, só penso em mais uma coisa, no como é que TE AMO TANTO.

                                                  AMO-TE

Turma 9ºE

Primeira carta mais votada
                                                                                      
     Almada, 14 de fevereiro de 2014

Querida Maria,

Desde crianças que nos conhecemos, mas ultimamente notei que tenho estado constantemente a pensar em ti, mais concretamente a toda à hora.
Há já alguns dias que ando a pensar em dizer-te o que sinto por ti, mas sempre que tento as palavras saem-me «tortas» e umas em cima das outras e acabo por não conseguir declarar-me pessoalmente.
Decidi, por isso, escrever-te esta carta, neste dia de São Valentim, para que fiques a saber o quão importante és para mim.
Todos os dias espero por ti ao portão da escola para te ver, para apreciar o teu sorriso, a tua forma de andar e para cheirar o maravilhoso aroma do teu perfume.
Adoro quando me cumprimentas daquela maneira graciosa que só tu tens e quando metemos a conversa em dia, quando rimos juntos e contamos piadas ou, simplesmente, quando falamos de como está o tempo.
Para mim a nossa amizade é sagrada e gostava muito que zelássemos para que ela nunca acabe, a não ser que seja para algo melhor.
Assim envio-te nesta carta o meu amor.
Um beijo atencioso e um grande abraço.
Do teu melhor amigo
António
Segunda carta mais votada

                                                                                                                     Almada, 14 de fevereiro 2014

Meu amor,
 Aqui me declaro a ti:

Palavras nada contam
Nada dizem,
Esperam que o tempo espere,
Este não para.
Esperam por um momento
Para se fazerem ouvir,
E não o encontram
Sorrisos, olhares
Estes sim…
 Notam-se à distância
Não esperam por um momento,
Não esperam pelo tempo.
Apenas contam,
Num discurso improvisado
O que sentem…
O que pensam…
O que querem…
Provavelmente já viste os sorrisos e os olhares discretos…
Provavelmente já sabes quem sou...
                                                                       
       Beijos,        
                                                          Do teu poeta 

Terceira carta mais votada

Almada, 14 de fevereiro de 2014


Querida Maria,

O que sinto por ti não tem fim, por isso escrevi um poema para expressar os meus sentimentos.

No dia em que te vi
O sol brilhava intensamente
E pela primeira vez senti
O bater do meu coração ardente

Na primeira semana pensei
Que era do calor do verão
Mas os meus amigos diziam-me
Que ninguém sente isso em vão

Passou um mês
E ainda não tinha encontrado coragem
Necessária para te dizer
Que a tua beleza é como uma linda miragem

Hoje finalmente percebi
Que o que sinto não pode ser guardado
Porque quero que me recebas
Como o teu eterno amado
Não sei se sentes o mesmo por mim
Mas quero que saibas
Que o meu amor por ti
Não tem fim

 Espero que sintas o mesmo por mim, mas se não sentires, espero que sejas feliz e que um dia possamos estar juntos.

     Um beijo,
                                                                                            Do teu admirador secreto.
                                                                                                                                            
Terceira carta mais votada

Quinta-feira, 14 de fevereiro de 2014

           Mon petit coeur,


            Não sei se aguento mais um dia, sem dizer o quanto gosto de ti. Fiz este poema para que te lembres de mim:

Não sei se consigo
Viver mais sem ti,
Por isso escrevi esta carta
Para me declarar a ti.

Estou loucamente apaixonada
Nunca senti nada assim,
Espero ser a tua amada
Por isso diz que sim.

Amor verdadeiro
É o que sinto por ti,
Nunca te vou esquecer
Por isso não me deixes assim.

Responde a esta carta
Se sentes o mesmo por mim,
Um beijo da tua amada
Que a carta chegou ao fim.

                                                                                                  Da tua admiradora… 

Poemas de amor
Turma 9º B    

Primeiro lugar

  Princesa sei que não sou perfeito

Princesa sei que não sou perfeito
Não sei a razão mas por ti fui eleito,
Olhava para ti eras perfeita
No momento que te vi foste eleita.

Quando te vejo meu coração acelera
Para mim não és gatinha,
Para mim tu és a fera.

Quando te ouvi
Encantei-me com a tua voz,
Cada vez que te oiço meu coração fica veloz.

Quando estou contigo
Adoro-te ver
O meu sonho é,
Contigo desaparecer.

Ir ao paraíso baby?
Só contigo,
Ficar isolado de ti
É um grande castigo

Será que és princesa?
Não, tu és rainha
Será que és de mais alguém?
Não, és só minha         

Segundo lugar


Amor é …
Amor é como,
Um mar profundo sem fim,
É como,
O ar que respiramos,
Puro, único e verdadeiro.

É como,
Encontrar a pessoa perfeita,
A tal eleita.

Amor é,
Um mundo,
De pernas para o ar,
Onde nada faz sentido
e
Onde nada está perdido.

Terceiro lugar

                                              Amo-te como ama o amor

Não sei mais
Nenhuma outra forma
Para te amar
O que queres que eu te diga?

Conheço mil formas
Para te dizer e
Explicar-te
O quanto eu te amo.

Amar quem não nos ama
É como viver
Num mundo solitário,
É como rasgar
Metade do meu coração.

O amor
Não se define,
Sente-se

Amor
É apenas uma palavra…
Até encontrares alguém
Que dê um verdadeiro sentido.

Terceiro lugar

Alguém como tu

Alguém como tu
Nunca encontrei
Alguém como tu
Eu não queria, mas aconteceu
Não me esqueças
Voltarei

Lembra-te do que eu te disse
Nunca encontrei
Alguém como tu
Um sentimento lá do fundo
Que nos faz amar

Não podes fazer nada
Está no teu ADN
Amar é assim…

Turma 9ºE

Primeiro lugar
Amar
  
O meu amor cresceu
Como uma flor floresceu
Tal e qual o que senti
Quando pela 1ª vez te vi

Pelo S. Valentim
Nunca me senti assim
O meu coração devia ser quadrado
Para o teu amor caber ao meu lado

O meu coração é um espaço aberto
Só cabe amor e nunca está coberto
Às vezes não sei bem o que faço
Mas eu sempre terei um coração de aço

Não sei o que fazer
Não sei como chorar
Não sei como sentir
Só sei como te amar

Só me sinto bem quando te vejo sorrir
Mas sei ao que sinto não posso fugir
Posso não estar muito contigo
Mas espero que me chames amigo

Segundo lugar

Lembranças
Lembro-me da primeira vez
Que te vi, do primeiro
Sorriso que recebi,
E do primeiro poema que te escrevi.

Lembro-me do momento
Em que me apaixonei por ti,
E da primeira vez que
Te abracei e que te beijei.

Lembro-me da tua primeira gargalhada
E da nossa primeira ida à praia
Lembro-me do nosso primeiro pôr-do-sol
E do nosso último passeio.

Lembro-me da nossa primeira conversa
E dos nossos momentos íntimos.
Lembro-me do meu primeiro receio
Que afinal, acabou por ser o último
E o derradeiro.

O amor que eu por ti sentia
Faz-me pensar que um dia foste minha.
Só que agora tornou-se num poema inacabado,
Onde eu preciso de começar novas rimas. 

Segundo lugar
             
Eu amo-te

Eu amo-te
Como nunca amei ninguém
Só sei que sem ti
Não me sinto bem

Eu amo-te
Adoro o teu sorriso
Ao pé de ti
Sinto-me no paraíso

Eu amo-te
Adoro o teu olhar
Quando olho para ele
Começo a corar

Só sei que não quero outro rapaz
Porque ao pé de ti, sinto-me em paz

Só sei que quero passar o resto da vida contigo
Porque sem ti, sinto-me em perigo.

Terceiro lugar
O amor é…

O amor é como uma sandes de atum
Um sabor divinal
Amar não se ama só um
Senão o mundo seria infernal

O amor é como um circo
Magico e engraçado,
Como para louco ou para lucido

O amor é agnóstico
Misterioso mas no entanto conhecido
O amor é lindo mas também deselegante
Mas apesar de tudo não seria possível viver sem o amor.

Terceiro lugar
Olhares discretos

Olhares discretos,
Sorrisos disfarçados,
Risos espontâneos,
Sentimentos partilhados.
  
Tudo isto é amor!
Em mil e uma maneiras
Expresso em beijos, ternuras…
E muitas brincadeiras.

Olho-te nos olhos,
Vejo campos de trigo sem fim…
Como o oceano é vasto,
O meu amor é por ti!

Vejo o teu sorriso,
Liso e brilhante,
Simples e insultuosas palavras…
Para uma pessoa tão deslumbrante!

Imagino-me a Lua
Tão despida e solitária…
Imagino-te a Terra
Tão viva e verdejante…

Deixa-me ser a tua Lua!
Deixa-te ser a minha Terra!
Deixemo-nos ser o nosso mundo!
Mundo este que se deixe ser o nosso amor!

                                                                                              Diogo Cebola e Leonardo Pereira, 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A IMPORTÂNCIA DO LIVRO NA SOCIEDADE ATUAL

"Acontece com os livros o mesmo que acontece com os homens, 
um pequeno grupo desempenha um grande papel"
Voltaire

   O livro é uma arte preciosa contudo muito esquecida pelas comunidades de hoje, apesar da sua importância para a sociedade e para a formação educacional do indivíduo.
   Ler incentiva a criatividade e desenvolve o pensamento, também influência o nosso estilo de vida. Embora o livro seja uma fonte de conhecimento única e, muitas vezes, verdadeira, acaba sempre por ser substituída pelas tecnologias de hoje, mas jamais será destruída, pois sem livros não há internet nem outras fontes de informação.
  É importante que os livros não sejam mais uma moda que passou, pois conduzem a um estilo de vida saudável, e para combater o seu desuso todos temos de ler pelo menos um livro na vida para nosso bem e da nossa pátria a língua portuguesa, pois ler é também uma forma de exercitar o cérebro.
  Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem, porque não dão uso ao seu pensamento, logo não conseguem desenvolver uma sociedade melhor, nem conseguem interpretar o mundo que os rodeia. Portanto os livros estão a ser cada vez mais necessários, e menos usados pela nossa sociedade atual. Não podemos ficar estagnados, pois temos de dar uso aos nossos livros para amplificar os nossos conhecimentos.
  Ler é também uma ótima de sonhar, dado que um livro conta uma história que nos faz olvidar a realidade, e há quem diga que o paraíso seja uma espécie de livraria…         

Filipe Pinto,10º A, nº8

O livro -aliado do progresso e da literacia

   Desde que existem, os livros estabeleceram uma relação de proximidade com a sociedade e com o progresso.   
    De Copérnico a Galileu com a teoria heliocêntrica, passando pelas influências ideológicas do britânico John Locke nos ideais de Voltaire, reconhecido iluminista francês, recordando as encíclicas dos Papas João Paulo II, Bento XVI e, recentemente, de Francisco e terminando a lembrar os ideais de Martin Luther King, verificaram-se grandes contributos para o progresso da sociedade. E isto graças a quem? Ao livro, em grande parte, que contribuiu para a melhoria das capacidades intelectuais de cada um.
  John Locke, defensor do liberalismo, escreveu A Carta da Tolerância, onde criticou a intolerância resultante da confusão entre as sociedades civil e religiosa. Defendia que se deveria estabelecer um caminho que abrisse as portas para a laicização dos estados, isto é, a permissão da prática de qualquer religião. 
  Estes ideais influenciaram Voltaire que foi mais além do que Locke. Foi Voltaire que defendeu o livre comércio; criticou a vida de luxo dos monarcas absolutos e os privilégios do clero e da nobreza; favoreceu a implementação da tolerância religiosa em França.
  Copérnico, condenado à morte pela sua teoria revolucionária, defendeu que o Sol estava no centro do Sistema Solar e que os planetas giravam em seu redor. Esta teoria foi defendida por Galileu, destronando a teoria geocêntrica de Ptolomeu que era bem aceite por todos, pois era considerado o expoente da perfeição humana.
   Os Papas referidos ao escreverem as suas encíclicas, condenaram atitudes desumanas, contribuindo para a alteração da mentalidade humana. Assim fez Martin Luther King, lutando por uma América que garantisse as mesmas oportunidades para cidadãos brancos e negros.
   Desta forma, o livro prende-se à literacia, porque permite desenvolver valores e promover a democracia, a diversidade cultural e a defesa dos direitos humanos.
   
Ruben Peres, 10ºB, Nº 22

Disciplina de Português, professora Maria José Januário


PERSPETIVAS SOBRE O CONVENTO DE MAFRA

Quem se depara pela primeira vez com o grande Convento de Mafra fica sem palavras. Eu próprio já me deparei com a sua maravilhosa fachada umas cinco vezes e fiquei sempre com tal reacção. É uma visão magnífica do poder do ser Humano. Muitos Homens ali trabalharam arduamente para conseguir fazer história e acabar a construção daquela “besta arquitectónica” que devora os olhos de quem a contempla.


   O grande trabalho começou no dia 17 de Novembro de 1717 e a construção empregou mais de 52 mil trabalhadores, tendo sido terminada oficialmente em 1750, com a morte do rei. Muitos pormenores só foram acabados nos três reinados seguintes e, quando concluído, este palácio nem foi a casa dos membros da família real, mas o convento abrigou 330 frades.
  O maior tesouro de Mafra é a biblioteca do convento, que possui 88 metros de comprimento, 36 mil livros (dando especial destaque a uma raríssima segunda edição da obra: “Os Lusíadas” de Luís de Camões) e um enorme e valioso pavimento em mármore. Na biblioteca são libertos morcegos que, durante a noite, se alimentam de traças e outros pequenos insectos, que possam eventualmente danificar os históricos exemplares expostos nas prateleiras.

   Outro aspecto bastante importante e interessante do ponto de vista artístico são os seis imponentes órgãos tubulares funcionais presentes na basílica do convento de Mafra. Estes instrumentos musicais de alto valor datam do início do século XIX, tendo sido totalmente reparados em 2010. Também neste convento estão presente os maiores e melhores carrilhões do mundo inteiro, sendo compostos por dois conjuntos que alcançam os 92 sinos e um peso bruto total de 200 toneladas.
  Concluindo, posso afirmar que este é um local de grande carácter histórico e um espaço onde qualquer turista ou cidadão local pode expandir os seus conhecimentos sobre a história da “ocidental praia lusitana”, ou simplesmente maravilhar-se com uma das sete maravilhas de Portugal.

Carlos David Esperança,12º A,  nº5 


 “O Convento de Mafra e a falta de originalidade portuguesa”
   O Convento de Mafra é, sem dúvida, representativo de um importante momento histórico de Portugal, o reinado de D. João V. Este rei absolutista mandou erguer o palácio-convento, pois prometera fazê-lo caso a rainha lhe “desse” descendência. No entanto, acabou por simplesmente plagiar o Palácio de Versalhes, no que toca à parte de palácio, nomeadamente no aspeto exterior e na magnificência, até porque o referido monarca admirava bastante Luís XIV; e copiar a basílica de S. Pedro, em Roma, com a igreja que se construiu no interior do Convento. É caso para dizer: “Pobre Convento de Mafra!”.
  Mais curioso ou até desapontante (e atual) é o facto de verificarmos constantemente esta falta de originalidade portuguesa. Viajemos no tempo! Mais tarde, já no século XIX, Eça de Queirós trata esta questão n’Os Maias’, ou mais concretamente no Episódio da Corrida de Cavalos. A própria ponte que liga Almada a Lisboa, denominada de ‘Ponte 25 de Abril’ (depois de ser conhecida como ‘Ponte Salazar’) é de facto uma imitação da Ponte de São Francisco. E mesmo o Cristo Rei é uma imitação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
  Tudo isto pode parecer irrelevante, mas é na verdade bastante preocupante, pois este paradigma de imitação, provavelmente devido à preguiça, por não nos darmos ao trabalho de pensar e criar, juntamente com uma certa falta de criatividade e ainda aliado ao facto de pouco ou nenhum apoio ser concedido aos portugueses criadores e originais – até o arquiteto do Convento de Mafra era estrangeiro – leva-nos a perder a nossa identidade. Consumimos muito mais comida estrangeira que portuguesa - há diversas e demasiadas cadeias alimentares estrangeiras nos centros comerciais - , consumimos muito mais música estrangeira que portuguesa: as nossas rádios transmitem pouquíssimo fado, por exemplo. Enfim, deixamos de ser nós por isso: Criatividade (e aceitação da mesma) precisa-se!

Rafael Gomes,12º A, nº 22

Disciplina de Português, professora Maria José Januário