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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Skype call com a investigadora Mary-Anne Lea



No dia 20 de Setembro de 2012, quinta-feira, as turmas 11ºA e 11ºB participaram numa videoconferência que decorreu no espaço multimédia da escola. Com o objectivo de conhecer o trabalho de investigação, bem como praticar a língua inglesa, os alunos esforçaram-se e demonstraram interesse pela valorização das regiões polares (temática abordada na conferência) e por estas iniciativas.
Uma vez que na semana anterior decorreu “A Semana Polar”, a participação da cientista não poderia ter deixado de ser uma mais-valia para aprofundarmos os nossos conhecimentos acerca dos polos e para ganharmos consciência da sua importância, tendo em conta que os mesmos são também áreas destinadas ao estudo científico.
Em seguida apresentaremos algumas das perguntas colocadas à investigadora e as respetivas respostas.


Q: Que espécie de animais estuda? Qual a sua favorita?
A: Estudo principalmente focas, leões-marinhos e pinguins. Escolher um é difícil, mas como lido mais com focas vou escolher essa espécie.

Q: Que investigação está a fazer no momento?
A: Estou a estudar o padrão de migração das focas na Nova Zelândia.

Q:  Alguns de nós também gostariam de seguir carreira na área de investigação, em termos monetários vale a pena?
A: Para ser franca quando comecei a perceber que isto era mesmo o que queria fazer nem pensei no dinheiro. Era o que queria fazer e pronto.

Q: Como é que se envolveu no programa da semana polar?
A: Boa pergunta, bem há algum tempo fui a uma conferência em Portland, EUA e conheci lá um investigador português que me explicou o programa e eu achei interessante envolver-me.

Q: Onde é que já esteve no mundo, em termos de investigação?
A:  No Alasca, no Ártico, na Antártida e na Nova Zelândia.

Q: É difícil ambientar-se a climas tão adversos?
A: É um pouco, e como sou pequenina custa-me bastante, mas quando se está a fazer o que se gosta e quando se tem vizinhos como leões-marinhos, uma pessoa habitua-se.

Q: Vimos umas fotos de um pinguim bastante interessante no mail que enviou. Que espécie é?
A: É uma espécie de pinguim de olhos amarelos da Nova Zelândia. Bastante raro.

Q. Existe alguma data específica para se realizarem as viagens/investigações aos pólos?
Sim, agora (mês de Setembro) é a data em que são feitas a maior parte das investigações, daí ser a semana polar. Mas também realizamos experiências noutras alturas do ano de modo a termos factores de comparação.

Q. Que tipo de conselhos pode dar a estudantes que querem seguir a sua carreira?
O principal conselho que vos posso dar é serem aplicados na escola, pois sem isso não vão a lado nenhum. Também convém serem determinados e decididos, pois uma carreira como a minha exige dedicação e não é para qualquer um. Se estiverem mesmo interessados neste tipo de programas e investigações que realizo podem sempre enviar-me um e-mail, que eu esclareço todas as vossas dúvidas.


Uma das questões que mais curiosidade causou aos estudantes, era realmente se a profissão que a Dr.ª hoje em dia exerce, sempre foi a que sonhou. Foi realmente surpreendente quando soubemos que, já aos 16 anos, Mary-Anne-Lea tinha bem claro na sua mente o que queria seguir futuramente. Não se focando nas questões económicas, nem financeiras que a sua “profissão de sonho” implicaria, nunca desistiu da ideia. A sua paixão pelos seres vivos e até mesmo o deslumbramento pelos polos levaram-na a viver experiências certamente fantásticas nos sítios mais encantadores.
No entanto, verdade seja dita (e confessada), as condições em termos de comodidade não são nem de perto nem de longe as melhores. Como devemos estar a imaginar, as temperaturas baixíssimas, o frio intenso com ventos violentos não oferecem propriamente as melhores condições. Contudo, o estar rodeada por animais (alguns mesmo maiores que ela) venceu todas as adversidades!
Tendo sido esta conferência realizada na “Semana Polar”, foi-nos explicado que os pólos são bastante importantes pois regulam a temperatura do planeta e guardam informações sobre a Terra. Para além disso, são locais onde existem bastantes seres vivos.
Num balanço geral, foi-nos providenciada uma ótima experiência! Uma oportunidade para aprofundar os nossos conhecimentos e para celebrar a “Semana Polar”.

Nota de rodapé: este trabalho foi possível graças à articulação entre as professoras de Biologia, Inglês e Físico-Química e ainda ao apoio da coordenadora da biblioteca, da assistente operacional deste espaço e do coordenador TIC. E, claro, ao interesse e empenho dos alunos! Destaque especial para os alunos Ana Marta, Ana Sofia, Mariana Teles, Ricardo Loureiro, Mafalda Pais, Raquel Lourenço e Sara Nazaré.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Semana Polar



Semana polar – 16 a 22 de Setembro de 2012

As regiões polares têm um papel fundamental no equilíbrio do planeta Terra, funcionando como sistemas de refrigeração da Terra através das trocas de calor ao nível dos oceanos e atmosfera, regulando o clima do planeta.
Trata-se de regiões magníficas, com características muito peculiares em resultado da localização geográfica e das condições climáticas associadas.

Por que é que os ursos polares não comem pinguins?
A resposta é que nunca se cruzam!
O polo norte está no Ártico (país dos grandes ursos) e este não é um continente: toda a neve e gelo aí estão sobre água- o oceano ártico.
Os ursos polares habitam o pólo Norte, enquanto os pinguins vivem na Antárctida, o oposto ao Ártico , isto é, o mais meridional dos continentes completamente coberto de glaciares.
 O tratado da Antárctida (1959) suspendeu as reivindicações de diversos países pela posse das suas terras e abriu caminho à liberdade de exploração científica do continente, num regime de cooperação internacional.
Portugal ratificou o tratado da Antárctida em 2007, abrindo caminho ao Comité Polar Português cujos objectivos são
·         o estudo e a investigação científica das regiões polares
·         a educação e divulgação científica das mesmas nos seus diversos aspectos: biologia, meteorologia, geologia, glaciologia…
   
   Portugal participou no IV Ano Polar Internacional- 2007/2008 e a nossa escola teve o           prazer de receber então o investigador Dr José Xavier, biólogo marinho, que realizou uma palestra junto dos nossos alunos. A participação no projeto Latitude 60 que então decorreu, valeu a um grupo de quatro alunos nossos do 12º ano   uma viagem inesquecível à Antártida (dezembro  entre 2007 e  janeiro de 2008).
Para esta semana está agendada uma skype cal com uma investigadora australiana, Dr.ª Mary-Anne Lea, que estuda o comportamento de focas, pinguins e aves marinhas e o relaciona com as influências climáticas e antropogénicas.
Decorre ainda uma atividade que desafia a criatividade dos alunos no sentido de desenharem cristais de neve nas sucessivas camadas, com referência a um padrão fornecido (ficha elaborada pela professora Teresa Cameira). A atividade vai realizar-se com alunos de 6º, 8º e 9º anos no âmbito de disciplinas como educação visual e geografia. Os trabalhos serão digitalizados e enviados por forma a criar um painel internacional sobre o tema.
Conhecer, valorizar, proteger!

texto enviado pela Professora Emiltina Matos