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quarta-feira, 2 de julho de 2014

8 Séculos de Língua Portuguesa

A biblioteca da Escola Secundária com 2º e 3º ciclo Anselmo de Andrade, no dia 27 de Março promoveu uma ação intitulada «A Língua Portuguesa nas bocas do mundo», integrada nas comemorações dos 8 séculos da Língua Portuguesa, dirigida aos alunos do 10º ano de escolaridade.
A Doutora Eveline Monteiro deu a palestra, falando sobre como se formou a língua portuguesa ao longo dos tempos, os países onde o português é língua oficial, crioulos de base portuguesa, entre outros…
‘’ Da minha língua, vê-se o mar!’’- expressão de Vergílio Ferreira, que destaca a localização geográfica de Portugal, do qual espalhou a influência da língua portuguesa. Uma língua identifica mais que a raça ou algum outro critério. De certa forma, pertencemos a uma língua e dentro dela nos diferenciamos pelas diferenças ou peculiaridades dela.
A nossa Língua Portuguesa formou-se a partir do latim e a sua história é longa.
Após a invasão romana na Península Ibérica, a língua falada era o romance (falar à maneira dos romanos), uma variante do latim. Com a invasão dos mouros, a partir de 711, o árabe foi escolhido como língua oficial nas regiões conquistadas, mas a população continuou a falar o romance. É evidente a contribuição dessa época para o nosso vocabulário, palavras como arroz, alface, alicate e refém entre muitas outras.
No século XI, no inicio da Reconquista Cristã da península Ibérica, o português, ou para ser mais precisa, o galaico-português passou a ser a língua falada e escrita. Em galego-português, são escritos os primeiros documentos oficiais e textos literários.

Na época dos descobrimentos, o português foi levado até várias regiões da Ásia, África e América, sofrendo também as influências locais.                                                                              
Com os descobrimentos, a língua portuguesa espalhou-se por todo o mundo. Tornou-se uma língua de comunicação internacional e estratégica.
Deste modo, passou a ser a oitava língua mais falada do planeta, considerando apenas os falantes de língua materna, e quarta língua europeia mais falada no mundo, a seguir ao inglês, ao espanhol e ao russo.
Hoje em dia, cerca de 200 milhões de pessoas falam o português. É a língua do Brasil, o idioma oficial de cinco países de África (Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe) e a língua oficial de Timor.


Figura 1: Países de Língua Oficial Portuguesa

 Actualmente, o português é língua oficial de oito países (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste). Apesar da incorporação de vocábulos nativos e modificações gramaticais e de pronúncias próprias de cada país, as línguas mantêm uma unidade com o português de Portugal.
O português também é falado em pequenas comunidades, reflexo de povoamentos portugueses datados no século XIV, como é o caso de:
- Zanzibar (na Tanzânia, costa oriental da África);
-Macau (ex-possessão portuguesa encravada na China);
-Goa, Diu, Damão (na Índia);
-Malaca (na Malásia)
Portugal tem com estes 8 países em comum: a língua, o mar e o direito romano.
203 Milhões de falantes da língua portuguesa, 100 milhões desejam aprender português, 10 milhões de pessoas falam português fora dos países lusitanos. É a 4ª língua mais falada no mundo e também na rede social do twitter.
Discente: Bruna Fonseca, 10ºC
Docente: Maria José Januário

sábado, 16 de novembro de 2013

Almada Negreiros revisitado pela sua neta Rita Almada






Alunas: Qual a obra do seu avô preferida?
Rita Almada: Prefiro dizer o que mais prefiro é unidade entre as várias expressões artísticas. E essa unidade é sempre: Almada. A sua forma de comunicar clara, simples, profundamente visual e inteligente é semelhante em todas as suas expressões e caracteriza-o.

Al.: Ao longo da sua vida, como foi lidar com o facto de ser familiar próxima de tão célebre artista português?
R.A.: Talvez tenha sido por isso que tanto eu como a minha irmã começámos os primeiros anos da nossa vida profissional (e no caso da minha irmã também académico) longe de Portugal. Isso foi fundamental para a construção da nossa individualidade. Cá em Portugal, quando quero ser anónima sou Rita Almada. Mas há sobretudo um grande sentimento de relação de família, que era para ele um elemento estrutural, e isso transmitiu-se a nós.

Al.: O facto de ter envergado por uma carreira artística (arquitetura) foi de algum modo influenciada pelo percurso do seu avô?
R.A.: Deve também ter que ver com o ADN. Mas ter a presença tanto dele (através da obra) como da nossa avó Sarah Affonso, o nosso pai arquitecto, potenciou a nossa tendência para as artes plásticas, visuais, o espaço e a arquitectura.

Al.: Para a realização de novos projectos costuma inspirar-se nas obras do seu avô?
R.A.: Penso que a influência que pode haver é na forma de ver as coisas e não na forma das coisas, nessa perspectiva penso que sou profundamente inspirada.

Al.: Devido ao estatuto que o seu avô adquiriu, alguma vez se sentiu compelida a realizar uma pesquisa extensiva acerca da sua pessoa?
R.A.: Acompanhamos de perto tudo ao nível de pesquisa, de edição e projectos expositivos do nosso avô. Desta forma estamos sempre a saber mais, a aprender. Temos também feito alguns trabalhos sobre ele, como o monumento da Ribeira das Naus, a aplicação para Smartphones “A Lisboa de Almada”. Isto faço de forma paralela à minha profissão que é arquitecta.

Entrevista realizada pelas alunas: Ana Madalena Tendeiro; Joana Gonçalves; Mafalda Pais e Raquel Santos (12º B), no âmbito do trabalho de Português “Almada Negreiros: obra plástica e escrita interventiva”.