segunda-feira, 22 de março de 2010

Arte Depois da Ciência



inaugurou
Quinta-feira, 18 de Março (até 24 de Abril)
Galeria Robotarium
a href="http://www.robotarium.pt/"
LxFactory
Rua Rodrigues Faria, 103, H02
1300-501 Lisboa
T: +351 213625286

A exposição reune um conjunto de artistas que partindo de uma base científica
criam obras originais independentes do conhecimento que esteve na origem do processo.

Suzanne Anker
Oron Catts
Harold Cohen
Eduardo Kac
Leonel Moura
Patrícia Noronha
Emanuel Pimenta
Ken Rinaldo


Na mesma ocasião e também na LxFactory a Galeria ArtHobler inaugurou uma exposição de David Almeida
http://www.arthobler.com/

No Museu da Cidade


Inauguração da Exposição "Moldávia, o país onde Nasci"

na sala polivalente do Museu da Cidade,

20 de Março a 10 de Abril

Os dias da Poesia – 18 a 26 Março


Vamos festejar a POESIA com:

- Encontro com o poeta Américo Morgado – 22 de Março às 9:00 na Biblioteca
- Leituras poéticas – turmas de 5º ano (por alunos do 7º A e 7º D e professoras Isabel Amaro e Eveline Monteiro)

- A Poesia bate à porta:

Leituras dramatizadas em diversos espaços da escola (por Fernando Tomaz e Sophie Mishra)

- “Batem leve, levezinho…” - 10º F; Prof. Paulo Vieira e Ana Albano

Porque… como diz o poeta António Gedeão:

“Todo o tempo é de poesia
Desde a arrumação do caos
à confusão da harmonia”

quarta-feira, 17 de março de 2010

Para lembrar o 25 de Abril e os anos 70

Cartaz de João Abel Manta


O grupo de História e a Biblioteca Escolar, entre outras iniciativas, pretendem evocar aquele importante período da nossa vida colectiva com uma exposição alusiva. Solicitam para o efeito a colaboração de professores, funcionários, alunos e encarregados de educação, apelando a quem tiver jornais, revistas, cartazes, folhetos, fotografias ou outros documentos/ testemunhos da época que se possam revestir de interesse neste contexto para facultar esses documentos para a referida exposição.
Por razões de segurança, e sempre que possível, proceder-se-á à reprodução prévia dos materiais a expor, preservando-se os originais. Garante-se em todos os casos o maior cuidado na exposição das peças.
Para efeito do empréstimo de materiais, poderá ser contactado qualquer professor do grupo de História ou a coordenadora da Biblioteca Escolar.

terça-feira, 16 de março de 2010

Reciclar?! Porque não?!



O Projecto “Recicla.. Agora!!” é um projecto fundado por alunos da ESAA que já está em curso!!! Repara nos cartazes espalhados pela escola, e nos novos ecopontos (com uma nova imagem) disponíveis para reciclar no bloco 5 (bloco da Biologia).
Reciclar?! Porque não?! É, de facto, aproveitar. Não custa nada e só se ganha com isso.
Fica atento a novidades do projecto!!! Quem sabe o que pode nascer…


Primeiro Espaço “Recicla..Agora!!”, Bloco da Biologia (5)

Grupo AP 12.ºA: Henrique, Filipe e Rodrigo
Profª de AP: Isabel Cabaço

segunda-feira, 15 de março de 2010

Para que os registos recordem aquilo que a memória vai esquecendo…



Numa das nossas reuniões propôs-se a declamação de poemas escritos pelos alunos ou seleccionados pelos mesmos para serem apresentados no Dia dos Namorados.
Assim, a equipa planeou, informou, divulgou, desafiou e convidou.
O Núcleo de Português/Espanhol aceitou o convite e, como o Entrudo coincidia, praticamente com o mesmo dia, juntaram-se esforços e, além da Poesia, associou-se uma tradição latina – Quebra de Pinhatas.
Os alunos do 9ºE aderiram de imediato à ideia e trabalharam com afinco. Estipularam que se deveria escolher os melhores poemas (que tinham composto) e as mais bonitas pinhatas (por eles “fabricadas”) para serem apresentados/as a um público, maioritariamente escolar.
No dia 22 de Fevereiro, com o auditório da Casa Rural cheio de alunos curiosos, leram-se os textos poéticos vencedores e quebraram-se as pinhatas preferidas, em apoteose total.
Pedimos desculpa aos alunos que se inscreveram, mas que, devido a questões de logística, não foi possível contemplar a sua presença no evento.
Agradecemos a presença das Professoras Emília Costeira e Carla Almeida, que representaram a Directora da Escola por esta se encontrar fora do País, em serviço.
Aqui ficam testemunhos deste desafio.

Coração Naufragado

No meu coração reside o sentimento,
Porém, não passa as fronteiras do segredo,
Mantém-se escondido na porta do medo
Inserido num cofre pousado num rochedo.

Reflecte agora com desalento
Pois não passa de uma carta naufragada,
Caminhando ao ritmo do vento
Sem destino, sem poder fazer nada…
Até que um dia alguém o encontra,
Alguém que o destino procurou
Que outrora guardara a chave
Do cofre que naufragou.

Enfim o segredo foi aberto,
Alma gentil passou por perto,
E aquela esperança que não voltara mais,
Regressou quando, naquele mesmo dia, me esperavas no cais.


Beatriz Martins nº 5 - 9ºE



informação enviada por e-mail pela professora Teresa Rafael

Um projecto de voluntariado, na área de promoção da leitura

Sessão sobre os Afectos
Uma das sessões sobre Poesia


Na Biblioteca Escolar da EB1 Conde de Ferreira, está a decorrer, desde meados de Novembro último, um projecto de promoção da leitura, dirigido às turmas de 3º ano, intitulado «Ler a meias...»
Este projecto, aprovado previamente em Conselho de Escola, é da responsabilidade de Manuela Caeiro, professora de Língua Portuguesa que foi também Coordenadora da Biblioteca Escolar da EB 2.3 Comandante Conceição e Silva e que se encontra, actualmente, aposentada.
Esta professora continua a fazer formação, na área da Mediação e Promoção da leitura, e desenvolve, regularmente, sessões de trabalho voluntário em algumas bibliotecas escolares da região.
Na Escola Conde de Ferreira, as crianças têm ouvido ler /lido histórias e poesias – de obras do Plano Nacional de Leitura e outras – e têm tido contacto com tradições do nosso património cultural. A leitura tem constituído o ponto de partida para actividades de escrita (cartas, continuação de histórias, frases poéticas…) e ainda outras, enquadradas no Plano Anual de actividades da Biblioteca Escolar, sendo estreita a colaboração entre a Professora Bibliotecária, Fernanda Ataíde, e a responsável pelo projecto.
O «Ler a meias...» decorre em sessões quinzenais. Visa a Educação Pessoal e Social dos alunos e a criação de hábitos de leitura autónoma. Dada a crescente afluência espontânea dos alunos do 3º ano à BE, durante os intervalos, poderemos concluir que, embora constituindo um objectivo ambicioso, o trabalho desenvolvido aparenta estar a dar frutos. Saliente-se que esta biblioteca, por enquanto, não dispõe do atractivo de possuir equipamentos informáticos…



Manuela Caeiro

domingo, 14 de março de 2010

Divulgação


"No dia 15 de Março será realizada uma sessão de divulgação da Quinzena da Juventude na Escola Secundária Anselmo de Andrade, no decorrer do intervalo da manhã, das 10h00 às 10h20, promovida pela CMA - Divisão de Juventude".

sexta-feira, 12 de março de 2010

Da Cultura em Portugal


in Revista Única do Expresso de 31/12/2009

Nesta crónica ferozmente crítica, Inês Pedrosa debruça-se sobre a evolução do estado da Cultura em Portugal, nesta última década. Depois de uma leitura atenta e interessada, uma vez que este tema, pessoalmente, é dos que me desperta maior curiosidade, é de sublinhar algumas ideias essenciais (“chave”) transmitidas pela autora: em primeiro lugar, que a Cultura actualmente é algo «pontual», que se expressa de tempos a tempos, e que é pertença de alguns, artistas e criadores, que a ela se entregam por gosto é certo, mas que «educados na cultura do individualismo absoluto e da competição feroz», reclamam a atenção para as suas produções, «de telemóvel em punho», anunciando à imprensa os seus quase…sucessos! Assim, a Cultura deixou de pertencer e de definir um povo, para se restringir a um conjunto de indivíduos, cada vez mais seduzidos pelo mundo empresarial e pelo lucro.
O Estado olvidou, marginalizou, negligenciou, arrumou a Cultura dentro de uma gaveta e não mais se lembrou dela, porque em cima da secretária se encontra o mais recente modelo do computador portátil. «Humanidades»? Essa palavra já deve estar quase ilegível no Dicionário. Novas tecnologias, apostar nas novas tecnologias… «concentraram-se todos os meios nas novas tecnologias», argumentando que é esse o futuro da Educação, cada aluno ter um computador na sua secretária, e mal saber soletrar a palavra c-o-m-p-u-t-a-d-o-r (é com “o” ou com “u” no início? Aliás, atentado após atentado à Língua Portuguesa no celebérrimo “Magalhães”, que seria o salvador da Educação Nacional). «Concentram-se todos os meios nas novas tecnologias (…) Mas Educação sem cultura, como é? Computadores e redes sem pensamento, para que servem?»
De acordo com a autora, e que é uma posição que partilho, a generalidade da população (e os próprios governantes) aparentemente pensa que ao Estado compete, dentro da Cultura, um papel de mera preservação dos “calhaus”. Os artistas, então, não precisam de qualquer tipo de ajuda, a inspiração é tal que a Arte sai tal e qual assim, sem meios nem recursos, da imaginação directamente para o papel ou tela, sem custos adicionais. Os princípios de «lucro rápido» e «escrever, pintar, esculpir, criar…sob as fórmulas gastas que a maioria do público gosta» são a morte do artista; uma vez que estagnam a Cultura no tempo, sem expressão de inovação, criatividade, da própria individualidade do artista…
E, horror dos horrores, símbolos nacionais reconhecidos internacionalmente são negligenciados ou subaproveitados, desde figuras a património arquitectónico. Que se preservem as tradicionais ruas estreitas Lisboetas, com os seus estendais, vasinhos nas varandas e laços estreitos de vizinhança é incontestável, mas é preciso “preservar” os graffitis, as paredes descoloridas com o estuque a cair e corroídas pela humidade, os passeios agradáveis pelas ruas transformados em corridas de obstáculos sob a égide da máxima «Vê onde pões os pés, para não pisares os “presentinhos”…» Dito assim a um turista, o que é que ele não há-de pensar… Que se preservem os salutares e tradicionais hábitos Portugueses, mas cuspir para o chão é sem dúvida, dos mais repulsivos e substituíveis, sem que daí venha a perda da identidade nacional. Desembarcam no Cais do Sodré ou aterram na Portela turistas à procura de Fernando Pessoa e deparam-se com alguns sinais escondidos. Porém, na minha opinião, devo acrescentar, a propósito, que acho lamentável que de artistas Portugueses, nomeadamente escritores, os estrangeiros tenham conhecimento de pouco mais que Fernando Pessoa ou José Saramago. Então e um Eça, com as suas descrições de refeições pouco recomendáveis a leitores de estômago vazio? E um Aquilino Ribeiro? E um Fernando Namora? E um Miguel Torga? E uma Agustina Bessa-Luís? E uma Florbela Espanca? E filósofos, sociólogos, psicólogos, críticos…? Pessoa e Saramago são símbolos, mas custa-me ver a sua aparente “exclusividade no estrelato”, quando com outros tipos de escrita, outros autores mereceriam também o seu reconhecimento além-fronteiras. Porém, compreendo e é indiscutível o marco que Fernando Pessoa se revelou na Literatura Portuguesa. E creio que o facto de uma parte da sua obra se encontrar escrita em Inglês (no original), facilitou também a introdução nos meios internacionais. E depois, há a questão clara da originalidade e da inovação da heteronímia que nunca alcançou este nível em qualquer outro canto do planeta. Muitos foram os escritores e poetas dedicados às questões sociais, mas demasiado presos à sua própria individualidade, e sempre através de uma mesma fórmula de escrita… Se algum alguma vez sentiu a multiplicidade fervilhar dentro de si como Pessoa, nenhum soube processar por palavras esse turbilhão, num estudo analítico de faceta lírica incrível da condição humana que poucos souberam atingir. Daí que ainda hoje, Pessoa seja um marco. Uma referência. Uma inspiração. Um modelo.
Inês Pedrosa conclui afirmando que Portugal nunca mereceu os criadores que teve e continua a não merecer os criadores que tem. A própria Mariza, a famosíssima jovem cantora de fado, afirma que construiu a sua carreira com os seus próprios meios, sem qualquer tipo de ajuda, patrocínio, apoio…quantos artistas não haverão perdidos aí, precisando apenas de um primeiro impulso inicial, de uma rampa de lançamento? É triste que predomine uma ideia retrógrada da Arte e da Cultura como léxicos desenquadrados do mundo actual moderno e progressista. Gostava de ver esse progresso. Olhá-lo nos olhos e tocar-lhe com a ponta do dedo e vê-lo desfazer-se. Falso, oco, pretensioso, uma desculpa, uma máscara, ocultando os problemas graves estruturantes do nosso país.
Ainda não chegou a hora. Atrasam-se as horas, os minutos, o ponteiro dos segundos pára porque não são ocasionais festivais e exposições que edificam uma Cultura.

Margarida Hourmat, 12º C

quinta-feira, 11 de março de 2010

8 de Março - Dia Internacional da Mulher


Este dia já passou; no entanto, penso que todos os dias devem ser, também, da Mulher. Daí que este pequeno texto tenha a sua razão de existir. Serve o mesmo, de igual modo, para dar a conhecer o que pela Escola (Sede) se fez.
Comemorou-se a data, tendo a Direcção agraciado todas Elas com uma singela, mas simbólica rosa rubra. Dinamizaram-se outros eventos que não passaram despercebidos, como os cartazes alusivos ao dia, os quais foram colocados em locais de destaque; uma brevíssima exposição de figuras femininas que se destacaram em diversas áreas, com especial relevo para a Mulher Portuguesa.
O já famoso e conhecido Coro d’Anselmo também se associou a esta iniciativa, actuando para uma assistência, maioritariamente escolar.
Não se pretendeu falar da História das Mulheres, seu estatuto, condição, desigualdade de oportunidades, sofridas e sofredoras, embora tudo isto continue a fazer parte do nosso Mundo, afinal, também ele tão desigual em si mesmo. Para isso, existe uma proliferação de discursos on line ou em suporte papel, Tratados, Anais e outros que tais. Pretendeu-se criar um espaço e um tempo para reflectir, ver, ouvir e pensar.
Será a Mulher, afinal, um objecto de história ou fará parte da História? Deixo a outrem a tarefa de dar resposta (se o conseguir), pois não é este o meu intento.
Aproveito a oportunidade para agradecer a todos os que contribuíram para que este dia fosse diferente na Escola, principalmente aos alunos do 6ºD, dos 8ºs Anos, ao 9ºE e 10ºB, pelos trabalhos realizados nas disciplinas de Língua Portuguesa, Educação Visual, Biologia e Geologia e à equipa do Projecto Educação para a Saúde.
E já agora, à laia de desafio: percam apenas um minuto a observar a fotografia cuja Mulher se apresenta de boca tapada, deixem-se levar pela carga emocional que ela vos possa transmitir e pensem como viveríamos se não pudéssemos exprimir o que nos alimenta o espírito e a nossa existência.


Teresa Rafael