quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Cientistas designers (parte2)
O JA'' publica mais um bloco de trabalhos dos alunos do 12ºA no âmbito da disciplina de Área de Projecto. São posters alusivos a diversos dias comemorativos relacionados com a sua área de estudos. Incursões na área do design de comunicação levadas a cabo por alunos de ciências. Ver aqui o primeiro bloco de posters.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010
3 textos

Seguem-se três textos escritos por alunos da nossa escola em situação de teste. O tema a abordar: a solidariedade. Os textos foram enviados para o JA'' pela professora Maria José Januário. As imagens são da autoria do pintor surrealista de origem belga René Magritte.
Sem título

Sem margem de dúvida que não há maior motivação para se ter uma atitude de bom samaritano do que aquele brilho de glória e santificação que sentimos abater-se sobre as nossas cabeças quando cometemos tais actos. Há quem diga até que se sentiu na obrigação de dar a esmola ao desgraçado que entrou no metro, perseguir alguém que acabou de roubar uma carteira ou até mesmo de ajudar aquela velhinha a atravessar a rua como se tratasse da nossa própria avó. Mas a verdade é que não se trata de uma obrigação mas sim uma necessidade, faz-nos bem ao ego, o nosso amor-próprio rebenta com as escalas após o som dos trocos a tilintar na cafeteira de alumínio usada do mendigo e embora achemos “piroso”, agradecemos sempre com um sorriso o “bem-haja” e “Deus lhe pague” que a velhinha larga ao chegar em segurança ao passeio do outro lado da rua.
Não é que sejamos uns “porcos egoístas” com a ideia absurda de que tudo gira em torno do nosso rabo encaracolado, mas o que julgamos ser a origem destes actos solidários pode não ser bem a realidade.
Não é que sejamos uns “porcos egoístas” com a ideia absurda de que tudo gira em torno do nosso rabo encaracolado, mas o que julgamos ser a origem destes actos solidários pode não ser bem a realidade.
M. Maria Queirós da Silva (pseudónimo)
Simples mas extraordinário

Na actualidade em que vivemos, a solidariedade na minha opinião começou a ser vista quase como uma moda. A cooperação que esta simboliza passou a não ser só um simples acto de bondade para com quem necessita para também passar a ser uma satisfação pessoal, pela visibilidade social ou pelo receio de um “troca de lugares”. Isto é, temos sempre a sensação de que se fizermos algo que ajude alguém, poderemos não vir a ser punidos pelo desprezo por essa pessoa e assim não vir a sofrer desse destino de necessidade. Também é bem visível a solidariedade pela visibilidade social, publicitada pelos média, favorecendo as figuras públicas. Este acto não deixa de ser solidariedade mas por vezes o mediatismo dado a certas “celebridades” parece apenas alimentar-lhes o ego. No entanto, acredito na solidariedade pura. Por experiência, sei que esta pode ser uma coisa simples, feita todos os dias. O exemplo que quero dar vai de encontro às nossas pequenas habilidades mas que se podem converter em grandes actos de solidariedade. Há uns tempos li um artigo que descrevia a vida de um rapazinho que pegando num livro apenas via as imagens para compreender a história, pois não sabia ler. O mesmo acontecia com a sua mãe, para contar essa mesma história ao seu filho, apenas o podia fazer olhando para as ilustrações. A habilidade de saber ler é algo que alguns de nós achamos extremamente simples. Com efeito, uma pessoa interessada neste caso, foi todos os dias ler algo a esse rapaz, confortava-o e ensinava-o a ‘simplicidade’ de saber ler e escrever. Tal como referi, essa habilidade tornou alguém mais feliz e a simplicidade originou algo extraordinário.
Ana Sofia Gomes Reis 12ºD
Egoísmo relativo
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‘’O primeiro motivo por que se está disposto a ajudar o outro nas devidas ocasiões é a alta apreciação que se tem por si próprio’’
Giacomo Leopardi in CXl Pensamentos; Poeta – Filósofo (1798 – 1837)
Egoísmo Relativo
Ao ajudarmos alguém é inevitável que não nos sintamos bem conosco. Afinal fizemos algo de bom e acima de tudo útil. Todavia não penso que o nosso egoísmo se sobreponha à necessidade de querermos bem a alguém. O facto de nos sentirmos felizes por o outro estar bem pode muitas vezes, ser confundido com o sentirmo-nos felizes e bem de uma forma egocêntrica.
Para contrariar Giacomo Leopardi, proponho um olhar mais atento sobre esta causa da solidariedade. Até que ponto chegaria o homem, para sustentar a ‘’alta apreciação que tem por si próprio’’? Veja-se, por exemplo, os casos de todas as pessoas que chegaram, inclusive, a dar a própria vida em prol do bem de outrem. Não me parece possível que alguém chegue a este ponto, a não ser que seja para sustentar um sentimento totalmente genuíno. Num contexto totalmente diferente, veja-se o caso do poeta português. Fernando Pessoa afirmava que o seu egoísmo era a superfície da sua dedicação. O seu espírito vivia constantemente no estudo e no cuidado da verdade deixando descuidar as pequenas manifestações solidárias. No entanto e deste modo, Fernando Pessoa dedicou toda a sua vida para nos deixar uma obra para a posterioridade. E hoje, com o sacrifício e o ‘’egoísmo’’ da sua parte, temos o que é dos maiores legados internacionais. Com isto pretendo mostrar que o egoísmo faz parte do ser humano mas é relativo. E provavelmente se este não existisse hoje, não possuiríamos muito do que temos. Na outra mão, existem os que ajudam pela sua essência solidária.
Em suma, o que realmente interessa são os efeitos que os nossos actos reflectem, se nos sentirmos bem por isso, melhor!
Catarina Monteiro 12ºD
domingo, 10 de janeiro de 2010
O mundo aqui, ao pé da porta

O CLUBE DE LÍNGUAS – Espanhol, Francês e Inglês – é um dos projectos do Departamento de Línguas que resulta de um esforço colectivo e de uma preocupação partilhada pelos respectivos professores empenhados na concretização de alguns dos objectivos primordiais do Projecto Educativo de Escola.
Com a sua implementação, pretende-se desenvolver competências linguísticas essenciais e aplicar estratégias adequadas a uma aprendizagem reforçada, capaz de contribuir para uma melhoria dos resultados obtidos pelos nossos alunos.
OBJECTIVOS:
1. Desenvolver a capacidade de comunicação oral e escrita da Língua Espanhola / Francesa e Inglesa;
2. Despertar o interesse dos alunos para os aspectos culturais / tradicionais dos países de expressão Espanhola / Francesa e Inglesa;
3. Incentivar a utilização dos meios informáticos como forma de motivar os alunos para uma aprendizagem mais dinâmica e diversificada;
4. Proporcionar o desenvolvimento de projectos interdisciplinares que contribuam para a melhoria do processo ensino/ aprendizagem e que promovam um espírito de cooperação, responsabilidade e solidariedade;
5. Valorizar o aspecto lúdico como forma de aprender;
6. Desenvolver/promover a autonomia e estimular a autoconfiança e auto-estima.
As Coordenadoras do Clube de Línguas
Manuela Ribeiro, Hélia Cruz e Aline Martins
1. Desenvolver a capacidade de comunicação oral e escrita da Língua Espanhola / Francesa e Inglesa;
2. Despertar o interesse dos alunos para os aspectos culturais / tradicionais dos países de expressão Espanhola / Francesa e Inglesa;
3. Incentivar a utilização dos meios informáticos como forma de motivar os alunos para uma aprendizagem mais dinâmica e diversificada;
4. Proporcionar o desenvolvimento de projectos interdisciplinares que contribuam para a melhoria do processo ensino/ aprendizagem e que promovam um espírito de cooperação, responsabilidade e solidariedade;
5. Valorizar o aspecto lúdico como forma de aprender;
6. Desenvolver/promover a autonomia e estimular a autoconfiança e auto-estima.
As Coordenadoras do Clube de Línguas
Manuela Ribeiro, Hélia Cruz e Aline Martins
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
A Magia da Leitura

No âmbito do Projecto «A Magia da Leitura», as Professoras Helena Oliveira e Eveline Monteiro, nas turmas A e D, do 7º ano de escolaridade, decidiram congregar esforços, na área curricular não disciplinar de Área de Projecto, num trabalho de estreita cooperação entre ambas as turmas, procedendo ao reforço da língua materna e da língua inglesa, nas competências de leitura e escrita dos alunos.
Neste âmbito, os alunos foram solicitados a trabalhar em grupo, sob o tema Natal - O valor da dádiva. Leram obras literárias à sua escolha, tendo resultado vários livros, elaborados em grupo. A actividade teve também a colaboração da disciplina de Educação Visual. Os livros estiveram expostos na biblioteca da escola, durante a quadra natalícia, tendo como pressuposto que, na senda da magia da leitura, o livro é sempre o melhor presente.
Neste âmbito, os alunos foram solicitados a trabalhar em grupo, sob o tema Natal - O valor da dádiva. Leram obras literárias à sua escolha, tendo resultado vários livros, elaborados em grupo. A actividade teve também a colaboração da disciplina de Educação Visual. Os livros estiveram expostos na biblioteca da escola, durante a quadra natalícia, tendo como pressuposto que, na senda da magia da leitura, o livro é sempre o melhor presente.

Um aspecto da plateia
Esteve ainda patente uma pequena exposição no átrio adjacente à biblioteca, com outros trabalhos dos alunos sobre a quadra natalícia, da qual fazia parte uma mesa de Natal com doces e chocolates, amavelmente oferecidos por alguns Encarregados de Educação, que foram convidados a assistir à leitura de um excerto do conto o Cavaleiro da Dinamarca, sobre o Natal, e de poemas alusivos a esta época.
O encontro culminou num pequeno e caloroso convívio, em torno da mesa de Natal.
O encontro culminou num pequeno e caloroso convívio, em torno da mesa de Natal.
A mesa de Natal
Texto: de Helena Oliveira e Eveline Monteiro
Cientistas designers
Os alunos do 12º A realizaram ao longo do 1º Período, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, uma série de posters alusivos a diversos dias comemorativos relacionados com a sua área de estudos, de modo a alertar a comunidade educativa para temas e problemas que afectam a vida de todos nós.
Área de Projecto 12º A- Ciências e Tecnologias/ Prof. Isabel Cabaço
informação enviada por Diogo Silva
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Fernando Pessoa e a procura do ser

Já na antiguidade clássica, ou mesmo antes, o homem procurava respostas inequívocas e, ainda hoje, continua a perseguir um objectivo que parece inalcançável: quem somos e de que modo devemos encarar a vida?
Fernando Pessoa é a prova do histerismo interior de um homem que procurava verdades, que sentia sofrimento em ser racional. “Sou hoje o ponto de reunião de uma pequena humanidade só minha”, o próprio poeta admite a sua despersonalização, a utilização da heteronímia, quem sabe para solucionar a imperfeição de ser humano.
Álvaro de Campos reflecte a sua visão do mundo moderno, a necessidade de sentir, de ser “tudo e todos”, de se embrenhar num mundo onde predomina a máquina e a tecnologia. Por sua vez, Ricardo Reis propõe um estilo de vida epicurista e estóica, o dia deve ser vivido com calma e tranquilidade, recusando prazeres violentos, já que o nosso fim é inevitável. Sendo assim, o sofrimento e as emoções fortes são um desperdício de tempo pois podemos morrer a qualquer momento. Surge, ainda, Alberto Caeiro, o mestre de todos os heterónimos ou simplesmente a solução para a dúvida da existência: devemos SER, recusando o pensamento, pois a verdade é o que se vê, e a natureza é a prova disso. Um homem que promove a “desculturalização” poderá ser o mestre de todos os outros?
A recusa da procura de respostas foi para Fernando Pessoa o caminho para a felicidade. No entanto, apenas uma parte de si (Alberto Caeiro) conseguia viver deste modo, continuando os restantes segmentos (Ricardo Reis; Álvaro de Campos) imperfeitos.
Em suma, a heteronímia em Pessoa é o reflexo das incertezas humanas, das tentativas de solucionar questões que serão sempre inalcançáveis mas que o homem irá procurar, inevitavelmente, ao longo dos tempos, de uma forma incondicional.
Inês André, 12ºA
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Prémio Anselmo 2010
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