quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Casa da Cerca


A Casa da Cerca apresentou à Comunidade Escolar uma oferta extremamente variada e dinâmica, capaz de interessar professores e alunos de todos os níveis de ensino. Entre visitas orientadas às exposições ou ao Jardim Botânico e ateliês de experimentação e expressão plástica, a Casa da Cerca coloca à disposição da Comunidade o espaço e o entusiasmo dos que nela trabalham.
As visitas têm um calendário específico mas podem vir a ser objecto de eventuais acertos, conforme as necessidades dos visitantes e a disponibilidade dos organizadores.

Visitas Orientadas

Exposições e ateliês

3ª a 5ª feira das 10 às 12 horas e das 14,30 às 16,30 horas;

Jardim Botânico e ateliês

4º a 6ª feira das 10 às 12 horas e das 15 às 17 horas

As marcações podem ser feitas presencialmente, através do telefone número 21 272 49 50 ou enviando um e-mail para casadacerca@cma.m-almada.pt.

O JA'' aconselha a consulta da página da Casa da Cerca (aqui) para que o leitor possa ficar informado sobre as exposições actualmente abertas ao público bem como das próximas inaugurações.
Ver aqui o interessante relato de uma visita ao Jardim Botânico feito por alunos da Escola Básica nº1 do Feijó.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Cheques-dentista (à atenção de alunos e encarregados de educação)



É assim que começa uma notícia que saiu ontem no jornal Público (ler aqui) e que poderá ser do teu interesse, caro leitor. A referida notícia revela que "Segundo a DGS, entre Abril e 31 de Agosto foram emitidos 199.102 cheques para tratamentos dentários de menores nascidos em 2002, 1999 e 1996. Até ao final do mês passado, tinham sido utilizados apenas 86.672. O prazo de validade terminava a 30 de Agosto, mas foi prolongado até ao final de Outubro, uma vez que muitos cheques só foram distribuídos no final do ano lectivo ou mesmo já em férias, explica Rui Calado, um dos responsáveis na DGS pelo plano." Nota que ficaram por utilizar 112.430 cheques!!! Falta de informação? Talvez...

É por isso que o JA'' chama a atenção para o facto de que "Até Dezembro, serão emitidos cheques para os que nasceram em 2002, 1999 e 1996. Excluindo os que frequentam o ensino particular, são cerca de 250 mil menores, quase cinco vezes mais dos que foram abrangidos, em 2008, pelo anterior plano de saúde oral(...)"

Consultando o Portal do Cidadão ficamos a saber que "As novas regras do Ministério da Saúde que regulam a Saúde Oral e os cheques-dentista para grávidas, idosos e menores de 16 anos foram publicadas em Diário da República e entram em vigor a partir de 25 de Março" (clicar aqui para recolher a informação referida).

Tal como tantos outros programas altamente meritórios nos mais variados campos postos à disposição da população portuguesa (da saúde à da cultura, do bem-estar ao desporto, vá-se lá saber que mais) , este Plano de Saúde Oral parece não ter divulgação suficiente uma vez que a sua implementação está longe de ser total. Ainda segundo a referida notícia do Público "Um estudo da DGS dá conta de que, com muito menos utentes abrangidos, a percentagem de crianças com cárie aos seis anos passou de 67 por cento em 2000 para 49 por cento em 2005." É uma questão de saúde pública!

Mais informação relevante aqui e aqui.


RS

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Onde pára o Magalhães?


As notícias mais recentes sobre o estado actual do programa e-escolinhas que tem como prato forte o computador Magalhães são pouco esclarecedoras.

Se, por um lado, é inegável que o Plano Tecnológico é importantíssimo para actualizar a educação e as práticas pedagógicas num país atávicamente atrasado como é o nosso, importa notar que o processo de implementação do dito Plano tem sido muito atribulado. De atribulação em atribulação, chegamos ao momento actual em que a coisa parece estar congelada.
A 22 de Junho (ver aqui) o site do Plano Tecnológico da Educação (PTE) anunciava que já tinham sido entregues 370 000 computadores Magalhães, que 3000 se encontravam em "trânsito" tendo já sido pagos pelos encarregados de educação e que 31.600 alunos inscritos no programa não haviam sido satisfeitos por incorrecções burocráticas ou falta de pagamento. Refere-se ainda que 50000 alunos preferiram aguardar pelo início do presente ano lectivo com uma justificação um pouco estranha.

Estes 50000 alunos juntam-se a todos os que, de momento, não sabem onde pára o Magalhães. Mais, ninguém compreende muito bem se a atribuição destes computadores nos moldes em que foi feita no ano passado é para manter ou para deitar fora. Segundo o jornal Público, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues diz que "não há qualquer suspensão nem atraso" no e-escolinha, enquanto o seu secretário de estado (a notícia não especifica qual) terá dito antes da ministra que tudo dependerá do próximo Governo que "terá todas as condições para dar seguimento ao programa".

Há quem vislumbre nesta aparente contradição uma tentativa de "apertão" aos eleitores em vésperas de votação para a Assembleia Legislativa. Mas, para aliviar os mais incomodados, o PSD já fez saber pela voz de Pedro Duarte que, caso venha a ser chamado para formar governo, dará continuidade ao programa. Ou seja, o programa está apenas entre o engasgado e o congelado e, vença quem vencer as eleições de Domingo, será reactivado. Podem descansar as crianças, podem descansar os encarregados de educação que o Magalhães haverá de reaparecer por aí. Tudo isto não passa de uma confusão perfeitamente compreensível em que os interesses dos cidadãos e uma normal abertura do ano lectivo são o que menos importa perante os superiores interesses dos governantes.

Como de costume.


Rui Silvares
segue as hiperligações para consulta das fontes deste artigo

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Vozes resistentes


A Câmara Municipal de Almada apresenta a edição/DVD Almada: Vozes de Resistência, dia 29 de Setembro, pelas 21H00, no Auditório do Fórum Municipal Romeu Correia.


Resultado de uma campanha de recolha que mobilizou cerca de duas dezenas de entrevistados, este trabalho é um documento de divulgação centrado nas memórias sobre formas de resistência, formais e não formais, em Almada, ao regime do Estado Novo. Em discurso directo ouvimos testemunhos de uma geração nascida nas décadas de 20 e 30 do século passado sobre a centralidade industrial do Concelho na região da Grande Lisboa, e uma concentração operária, base para a construção de uma identidade assente no trabalho e nas redes sociais a ele associadas.

Esta edição, integrada nas comemorações municipais do 35º Aniversário do 25 de Abril, representa um contributo da Câmara Municipal de Almada para a transmissão de testemunhos vivos da resistência às gerações mais novas, para o conhecimento da história e preservação da memória, assumindo-se igualmente como singela homenagem a todos os resistentes, homens e mulheres mais ou menos anónimos, que nas vozes presentes neste DVD reconheçam o eco das suas experiências e percursos de vida.
informação recebida por e-mail

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Inauguração

Ricardo Gaspar interpretando Bach na sua violeta
António Matos discursando perante o olhar da professora Maria Margarida Lucena, directora do Agrupamento Vertical de Escolas Anselmo de Andrade e de alguns convidados da inauguração
O professor Luís Miranda nítidamente entusiasmado com o curso dos acontecimentos

A anunciada inauguração da Ver de Fazer 13 que teve lugar na Oficina de Cultura, na passada sexta-feira, foi um enorme sucesso. Além de um intenso momento musical protagonizado por Ricardo Gaspar, os convidados puderam desfrutar das obras em exposição bem como assistir ao discurso de circunstância do vereador da cultura da Câmara Municipal de Almada, António Matos. O autarca, visivelmente agradado com a excelente qualidade do que lhe foi proporcionado por mais esta edição da Ver de Fazer, anunciou aos presentes a disponibilidade do espaço da Oficina para manter a tradição com futuras exposições anuais promovidas pelo Ateliê de Artes da Anselmo. Esta notícia foi recebida com agrado e entusiasmo pelos professores promotores do evento e pelos restantes elementos envolvidos no projecto.

A exposição estará patente ao público de 4ª feira a Domingo das 14h 20m às 19h e das 20h às 22h, até ao próximo dia 27 de Setembro, data das eleições para a Assembleia Legislativa.


Uma visita a não perder!

domingo, 20 de setembro de 2009

Um discurso e um sonho lá mais para o fim


Barack Obama é uma personagem incontornável da política internacional. A forma como se dirige às pessoas tem algo de novo, o seu discurso é uma lufada de ar fresco no habitual cinzentismo ideológico, tão característico dos políticos mais poderosos, mestres em falar muito sem dizer, praticamente, nada de substancial.

O JA'' transcreve uma longa citação a um discurso de Barack Obama feita por Santana Castilho no Público da passada quarta-feira, dia 16 de Setembro. Trata-se de um discurso do Presidente norte-americano aos estudantes de um escola algures nos Estados Unidos. Diz assim:

"... Já fiz muitos discursos sobre Educação e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos porfessores vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais vos manterem no bom caminho, de se assegurarem que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia em frente à televisão ou a jogarem playstation. Falei da responsabilidade do vosso governo de manter padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem. No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão que fazer se quiserem ter sucesso. E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vós pela sua própria educação. Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona. Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores, suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais. Mas se não fizerem os trabalhos de Inglês nunca virão a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores, quem sabe, capazes de criarem o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina. Mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal. Mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo. No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem abandonar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar e aprender para isso. E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir, nada mais, nada menos, que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora, vai decidir se, enquanto país, estaremos à altura dos desafios do futuro..."

Num momento em que ainda estamos longe de imaginar quem irá ser o próximo Primeiro-ministro (ou ministra) de Portugal e ainda mais longe de imaginar quem será o próximo ministro (ou ministra) da educação, não será demais sonhar com alguém capaz de compreender o essencial desta mensagem que nos chega do outro lado do Atlântico, alguém capaz de ultrapassar o habitual jogo de espelhos de feira que é a política educativa no nosso país. Ou será que ter esta esperança é sonhar demasiado alto?
RS

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Jorge Miranda

"É, definitivamente, uma equipa para ficar na história. Além de conquistar a primeira
medalha de prata portuguesa nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, conseguiu a
melhor pontuação de sempre, 99 pontos, e a melhor posição na tabela geral, em 33.º lugar.
Em 20 anos de participação, a melhor classificação portuguesa na tabela tinha sido em 1989,
em 44.º lugar, no ano da sua primeira participação."


Começava assim um comunicado da Sociedade Portuguesa de Matemática, divulgado à imprensa no dia 19 de Julho do corrente ano. E continuava:

"Esta equipa conseguiu ainda outro feito histórico: todos os elementos do grupo foram
galardoados, algo que nunca tinha acontecido. Pedro Vieira foi o responsável pela medalha
de prata. Jorge Miranda, João Pereira e Ricardo Moreira (irmão de um ex-olímpico)
conquistaram as três medalhas de bronze, tendo Jorge Miranda ficado apenas a um ponto
de alcançar a segunda medalha de prata. Gonçalo Matos e Raul Penaguião conseguiram
duas menções honrosas, por terem uma resposta totalmente certa."

Os elementos da equipa portuguesa

Uma das razões que levam o JA'' a destacar o feito dos jovens matemáticos portugueses, prende-se com o facto de Jorge Miranda, ex-aluno da nossa escola, vencedor do Prémio Anselmo de Andrade 2009 na área científica, entre outros galardões bem mais importantes que têm pontuado a sua prometedora carreira, ter contribuído para o sucesso do grupo. Agora que concluiu o ensino secundário Jorge Miranda vai deixar a Anselmo mas os seus feitos enchem de orgulho os professores que com ele aqui trabalharam, particularmente os de Matemática. Estes colocaram um pequeno cartaz no placard da sala de professores onde se pode ler:

"As vitórias do teu empenho foram a nossa alegria durante os anos que conviveste connosco. Gostámos muito de te ter conhecido e desejamos-te o futuro brilhante que sabemos que mereces.
Os professores de Matemática da
Escola Anselmo de Andrade"


Jorge Miranda

Ora nem mais! O JA'' pensa que toda a escola estará um bocadinho orgulhosa dos feitos deste seu ex-aluno. É reconfortante saber que o trabalho e o empenho podem ser reconhecidos e que a escola ainda é um local onde o talento pode crescer e frutificar.

Neste momento Jorge Miranda encontra-se em viagem para participar nas Olimpíadas Iberoamericanas de Matemática em Santiago de Querétaro, México que decorrem de 17 a 27 deste mês.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ver de Fazer 13




Na próxima 6ª feira, dia 18 de Setembro pelas 21 h, terá lugar a inauguração da 13ª edição da Ver de Fazer, extraordinária e espectacular exposição de magníficos trabalhos com o alto patrocínio do Atelier de Artes da nossa escola. Nela participam alunos, ex-alunos (alguns já nossos colegas) e professores, num painel que constitui a nata do suor artístico.

A inauguração será abrilhantada com um pequeno concerto mavioso, mas sublime, de um grande trio de cordas. Para o retempero das forças proporcionam-se os habituais bolinhos em cravo bem temperado e os copinhos da ordem em harmonia cromática. Também serão servidas umas pitadas de sentido de humor e algumas doses de abertura de espírito.

Todos se podem considerar convidados e serão muito bem-vindos!
Existem cadeiras para os mais acelerados, tanto como para os menos resistentes, onde poderão reflectir algo e comentar os aspectos mais relevantes deste enorme acontecimento.

Em suma, a inauguração da Ver de Fazer é, por tradição, uma ocasião festiva e é assim que os seus promotores pretendem mantê-la (para perceber, só vendo).

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O século de ouro da Literatura e outras divagações

O mapa do tesouro


Durante o ano lectivo que agora termina, tive o privilégio de conversar com várias colegas sobre um tema que me é caro: a Literatura. Dividiu-nos a questão de haver ou não uma época (ou século) de ouro da Literatura e, em caso afirmativo, qual. A questão ficará sempre em aberto e assim é que tem piada. No entanto, eis a minha defesa – sinuosa – do século XIX como o período mais fecundo da Literatura.
Adoro um pequeno livro intitulado Barbárie da Ignorância (meu Deus, havia tanto para dizer acerca da ignorância e dos bárbaros modernos e cinzentos, vorazes e colocados nos lugares mais insuspeitos, escolas incluídas…), onde George Steiner, professor de Literatura Comparada na Universidade de Genebra e professor honorário do Churchill College da Universidade de Cambridge, sob a forma de entrevistas, partilha connosco o seu pensamento. Adoro-o porque concordo com o que Steiner defende, claro está. E o que diz Steiner? Entre outras coisas, que o século XIX é de facto o apogeu da Literatura. Mas, afinal, pergunto eu uma e outra vez, em que outro século é que encontramos uma tão grande colecção de pesos pesados vencedores de quaisquer super-prémios Nobel como no século XIX? Logo a abrir, Puchkine e, embora eu não seja grande apreciador de poesia (uma falha enorme, eu sei), adoro os seus contos. Neles mergulhamos de cabeça num mundo do qual muitos de nós ignoram tudo; o da outra Europa, a do Leste; cristã mas ortodoxa, com uma infinidade de diferenças em relação a nós, ocidentais… E depois Tolstoi, agora reeditado em Portugal com traduções competentíssimas, e o grande Dostoiévski. Não posso deixar a Rússia sem uma palavra para Turguéniev, hoje muito difícil de encontrar numa livraria, mas que no seu tempo chegou a vender mais que os conterrâneos atrás citados. À falta de Turguéniev, o autêntico, leia-se um magnífico livro escrito por Robert Dessaix, O Crepúsculo do Amor, que, além de ser uma biografia do autor russo, é também um livro de viagens pela grande mãe Rússia, passada e presente. Tudo escrito por um australiano que em plena Guerra Fria cismava em ir estudar para a União Soviética.
E depois há Sthendal, a inaugurar o Romantismo com Armance, há Oscar Wilde (como não gostar de O retrato de Dorian Gray?) e o seu humor fino, a escrever contos arrebatadores com o tamanho de uma página…
Numa divisão mais abaixo (futebolês num artigo pretensioso!) encontramos Robert Louis Stevenson e a maravilhosa Ilha do Tesouro ou A Flecha Negra, que os adolescentes já não lêem, e Arthur Conan Doyle e o mais famoso detective do mundo, entre outros.
Quanto aos Portugueses, que tal Camilo Castelo Branco e A queda de um Anjo? Muito divertido e muito actual. Os políticos cá da casa não mudaram nada. Júlio Dinis e As Pupilas do Senhor Reitor… tudo menos um livro aborrecido. Estou a puxar a brasa às sardinhas que mais gosto, eu sei. Perdoem-me as sardinhas que ficaram de fora mas eu não leio muitos autores portugueses (por ser uma vergonha, guardo este segredo).
Continuando… Goethe (eu sei que nasceu no século XVIII mas Fausto pertence ao XIX), Eça de Queiroz, Almeida Garrett, Edgar Alan Poe e as suas muitas “histórias extraordinárias”, Mark Twain e Tom Sawyer, Rudyard Kipling (mestre do conto curto, prémio Nobel de 1907, mas com o grosso da obra publicada no século anterior, não estou a fazer batota), H. G. Wells com as quatro obras decisivas escritas antes de 1900, Bram Stocker e Drácula, enfim, a lista é grande, em todos os sentidos. Não é necessário alongar-me porque já vos convenci!
Steiner diz que um clássico é uma obra, neste caso um livro, que lemos e relemos e voltamos a ler, à medida que os anos passam. São obras que se permanecem actuais. De Goethe a Tolstoi, quase todos os autores do século XIX continuam frescos, não corroídos pelo tempo. Enfim, não é necessário alongar-me mais. Viva a Literatura do século XIX! Defensores da Literatura do século XX ou da de qualquer outro tempo, erguei-vos! Antes ou depois das férias.

Ps: não resisto: para os que nunca deram uma oportunidade a Dostoiévski por o julgarem pesadão (de facto o homem tinha um aspecto pesado), sempre debruçado sobre as grandes questões/fraquezas da Humanidade para as quais muitas vezes não temos pachorra, procurem por A aldeia de Stepantchikovo e os seus habitantes ou por Um sonho do tio. Deliciosos, mordazes e divertidos.
Orlando Lourenço

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Genial!


Há uma nova animação de curta metragem produzida pela Pixar. Isto, por si só, já constitui notícia e motivo de curiosidade suficiente para procurar "Partly Cloudy" (aqui) que anuncia a novíssima longa metragem "Up" ("Altamente" na versão portuguesa) mas, importa acrescentar, Partly Cloudy é absolutamente genial. Todas as crianças deveriam ter a felicidade de ver este filmezinho e, já agora, todos os adultos deveriam vê-lo obrigatoriamente. Todas as pessoas têm direito a usufruir daqueles espantosos 6 minutos de animação.