terça-feira, 5 de maio de 2009

Viagem à Roménia



O texto que se segue é da autoria do Rui Patarrana, do 11º C, e narra as suas impressões da viagem que fez recentemente à Roménia, integrado num grupo de representantes da nossa escola, no âmbito do programa Comenius. No blogue Quo Vadis Homo Sapiens (está no sidebar) podes encontrar mais textos (em inglês) e imagens relacionados com esta aventura.

Rui Patarrana


Uma semana na Roménia

Parti com várias opiniões sobre a Roménia na cabeça, mas nenhuma elaborada por mim. Ia às escuras sobre o que me poderia esperar durante aquela semana. Muitos disseram-me " Não vás, aquilo é muito pobre ", outros diziam " Oh Rui aquilo é só corrupção, ainda ficas lá ". Mas nunca liguei muito, pois mesmo que fosse uma total miséria, eu queria absorver ao máximo esta experiência. E foi isso que aconteceu.

Quando cheguei ao aeroporto de Bucareste, deparei-me com uma realidade totalmente diferente da nossa, o que, devo confessar, foi um bocadinho chocante. Ao longo da viagem de autocarro até chegar a Constanta , o que se podia ver de dentro do autocarro era uma bela planície, tudo muito verde, e tudo muito rural. Por momentos pensei, " mas será que eu vou para a casa de algum agricultor? ".
Após 4 horas de viagem e muitos nervos em cima, ansioso para saber como era a família da minha “host”, a escola, tudo, reparei que estava numa cidade deveras cinzenta e com muitos carros por todo o lado.

Digo-vos que a minha família foi mesmo 5 estrelas para mim, mesmo sendo uma família que não tinha muitas posses e onde o ordenado não estica, é importante frisar que o ordenado mínimo é de 170€ e o custo de vida não foge muito do nosso.
Bem, como estava a dizer, a minha família era super simpática, fui acolhido como se fosse um filho e nunca me faltou nada. Mesmo não tendo muito dinheiro, andavam sempre com um sorriso de orelha a orelha e não era por isso que não viviam felizes, o que me encheu de orgulho porque aqui em Portugal todos dizem que vivem mal mas quando nos vemos naquela situação com muito menos e mesmo assim somos felizes, só nos da mais força ainda para continuar a viver e dar valor realmente a estas pessoas que, sim, lutam pela vida sempre com um sorriso.

Na minha opinião, muito sincera, e como tenho a sorte de já ter visitado muitos países, posso dizer que a Roménia como país não é assim muito fantástica a nível de monumentos, lojas, bares, mas o que faz com que a Roménia seja um país que de certeza irei voltar a visitar, são, sem dúvida, as pessoas, a hospitalidade.

As pessoas são mesmo espectaculares, de uma simpatia extrema, e conseguem fazer esquecer todo aquele cinzento, e vemos o país com um outro ar.

Amei de verdade ter passado esta semana na Roménia, foi uma experiência única que me fez ver algumas coisas com outros olhos, principalmente dar valor a tudo o que tenho, tanto os bens materiais, como os amigos, família, tudo mesmo.

Para além de tudo isso, foi muito bom conhecer novas pessoas, novas culturas, apreender uma nova língua e tentar evoluir com o meu inglês que está um bocado enferrujado. Mas é claro que a melhor experiência de tudo isto é conhecer novas pessoas, travar novas amizades e sobretudo passar um bom momento com os nossos novos amigos.

Isto é o que eu retiro desta experiência, que me fez crescer em muitos aspectos e, sem dúvida, quero voltar à Roménia, e se tiver a possibilidade, voltar a participar neste projecto em tudo o que possa ajudar.



Rui Patarrana, 11ºC






O grupo da nossa escola após plantar uma figueira no jardim Comenius em Constanta.







segunda-feira, 4 de maio de 2009

VAMOS MERGULHAR NUMA ONDA DE LEITURA (nas águas da Biblioteca)


O JA'' recebeu por e-mail a informação que a seguir publica. Trata-se de um plano de actividades a desenvolver na Anselmo entre os dias 4 e 8 do corrente mês de Maio. Ficai atentos, caríssimos leitores pois...


...VAMOS MERGULHAR NUMA ONDA DE LEITURA!

4 a 8 de Maio


Plano de actividades

- Actividades de leitura recreativa nas aulas de Português, Latim, Francês, Espanhol e Inglês

- Exposição de textos ilustrados e portefólios

- Leituras expressivas - turmas de 5º ano

- Concurso de “Sombras” (separadores para as estantes da biblioteca) – turmas de 5º ano

- Divulgação das aquisições mais recentes da biblioteca

- Feira do livro (dias 6, 7, 8 de Maio)

A queda de Berlim e o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa




No dia 8 deste mês faz 64 anos que terminou a Segunda Guerra Mundial na Europa. Um pretexto para relembrar a queda de Berlim; possivelmente o que de mais parecido existiu com o Apocalipse. Um Apocalipse ao som de Wagner, intercalado pelos gritos desesperados das mulheres violadas pelos soldados russos, todos com uma esposa, namorada ou mãe para vingar. Os Alemães tinham cometido crimes inenarráveis na União Soviética. Pagaram muito caro por isso.
Recuemos umas semanas. Primeiros dias de Abril de 1945. A capital do Reich aguarda o massacre, resignada. Todos sabem que a derrota é inevitável. Apenas os mais fanáticos dos nazis acreditam ainda. Esperam um milagre que não acontecerá. O Reich dos mil anos afunda-se em sangue e lágrimas, escassos - mas terríveis - doze anos após ter nascido. As linhas da frente estão a uns meros a 60 quilómetros. A Prússia Oriental já caiu em poder dos Russos e os Alemães sabem o que os espera. Tanto mais que o Ministério de Propaganda de Goebbels explorou ao máximo as atrocidades cometidas pelos invasores de Leste naquele território, nunca falando, obviamente, das cometidas pelo Exército Alemão - e principalmente pela SS – na União Soviética.
Em Abril de 1945 Berlim é há muito um imenso montão de escombros, devido aos constantes bombardeamentos americanos e ingleses. A morte faz parte do quotidiano e o berlinense habituou-se. Com humor negro, brinca com a situação; “seja prático, ofereça um caixão” é a piada que corre no Natal de 1944. Mas em Abril é Primavera, apesar de tudo, e os habitantes da capital alemã não sabem por quanto tempo estarão vivos. Há que aproveitar. O que resta do Jardim Zoológico está aberto e nos intervalos dos bombardeamentos aéreos, as esplanadas reabrem. Pouco há para comer mas não faltam bebidas. A Orquestra Filarmónica de Berlim interpreta o Götterdämmerung de Wagner, o grande compositor anti-semita de quem a música Hitler afirmou ter feito a sua religião. À saída, elementos da Juventude Hitleriana oferecem cápsulas de cianeto aos espectadores. E os berlinenses voltam para os restos das suas casas e caves, ainda mais deprimidos, amontoados no metro que, num exemplo de eficácia prussiana, há-de funcionar até 23 de Abril, com a cidade já sitiada e sob fogo intenso da artilharia russa.
Dia 16 de Abril. Arranca a ofensiva final soviética. É a grande corrida entre Zhukov e Koniev para ver quem chega primeiro à capital da “besta fascista” - muitos soldados soviéticos morrerão inutilmente, apenas para que o seu marechal seja o primeiro a entrar em Berlim. A 18 a frente alemã esboroa-se. É o fim. A cidade, onde se amontoam mais de 3 milhões de civis, é cercada. No dia 20 o ditador nazi faz anos e sobe ao que resta da Chancelaria para cumprimentar os últimos fiéis. Entre eles está Himmler, que o trairá uns dias depois. O responsável pelos campos de concentração onde morreram 6 milhões de pessoas julga poder negociar com os Americanos. Só tem de convencer os Judeus a esquecer a solução final. Quanto a Hitler, é uma sombra de si mesmo. O atentado de 20 de Julho de 1944 e o louco regime diário que cumpre há anos fizeram dele um farrapo humano. Recusa-se a abandonar a cidade. E de qualquer modo, fugir para onde? No Ocidente os aliados passaram o Reno e os soldados alemães rendem-se ao ritmo de 50 mil por dia. Fogem do Leste. Fogem dos Russos. Os SS, em particular, arrancam as insígnias, na esperança de esconderem as atrocidades que cometeram.
Mas há quem combata, ainda. Enquanto no seu bunker Hitler grita, esbraceja e acusa tudo e todos de traição, cá fora, rapazes da Juventude Hitleriana de doze anos, votados à tragédia desde o berço, atacam os tanques russos com armas irrisórias e com uma coragem louca. Combatem por um líder que há anos não aparece em público, por um líder que viajava pelo Reich no seu comboio especial sempre com as cortinas fechadas quando lá fora as cidades se enlutavam de dia para dia, por um líder que quando voltava a Berlim era conduzido ao seu refúgio pelas ruas menos destruídas.
Acto final da tragédia: Hitler casa-se com Eva Braun e a seguir suicidam-se ambos. Milhares de alemães seguem-lhe o exemplo. Um fenómeno que só agora começa a ser estudado. A doutrinação do povo alemã chegara a um nível tal que, para muitos, um mundo sem nazismo não era concebível. O paradigma do horror foi dado por Magda Goebbels que matou os seis filhos com veneno antes dela própria e do marido se suicidarem. Cá fora, no meio das ruínas polvilhadas de cadáveres, as feras do Jardim Zoológico, enlouquecidas, deambulam ao acaso. As últimas rajadas dos defensores são disparadas por um punhado de SS franceses, belgas e nórdicos. Talvez por saberem que para eles, traidores para com as suas pátrias, a derrota significa a morte. Por fim, tudo termina. Berlim rende-se na noite de 1 de Maio. A Alemanha a 8. Estava terminada a matança que assolou a Europa durante quase seis anos. Faltava o Japão e o terror nuclear. Soviéticos e Americanos, aliados de circunstância e vencedores absolutos, em breve virariam as costas um ao outro. A Guerra Fria estava prestes a começar.

Sobre a queda de Berlim:

Um filme - A Queda – os últimos dias de Hitler, de Oliver Hirschbiegel, 2005. (Disponível na escola).
Um livro – A Queda de Berlim, de Antony Beevor, Bertrand Editora, 2003, 551 páginas.


Orlando Lourenço

O PROJECTO DÁFNIA CONTINUA A MOTIVAR PEQUENOS E GRANDES!


Pelo sucesso alcançado no 2º Período com as turmas do 3º ano da EB1/JI1 do Pragal, os alunos do 12º Ano da nossa Escola, irão proporcionar neste 3º período, dia 6 de Maio,"uma aula aberta" agora aos meninos do 4º ano das professoras Isabel Serra e Cristina Ferreira da EB1/JI da nº 1 Almada.

O nível de satisfação atingido pelas visitas será expresso nos desenhos, composições e cartazes posteriormente expostos. Os alunos do ensino básico - 7º A, irão dar o seu contributo elaborando separadores para livros alusivos ao Projecto Daphnia que serão oferecidos aos seus colegas visitantes.

Quanto aos alunos do ensino secundário com os dados recolhidos e tratados nas suas actividades experimentais, concorreram ao concurso dinamizado pelo Visionarium nas modalidades de Poster e ao Prémio Anselmo de Andrade.


Para finalizar...

Quem adivinha?

Ninguém lhe ficou indiferente
pequenina e transparente!

Ela pula... ela salta...
O nome? É só o que falta...!

Quem sou eu?

Agora aí vão mais uns versinhos às Dáfnias

Dáfnia e o bater do seu coração
aos alunos deu motivação!

Na escola algo mudou...
é notório!
até um sala banal virou laboratório!

Dáfnia e seu transparente coração
ocasionou momentos de reflexão!

Dáfnia e o seu coração transparente
não deixou ninguém indiferente!
A escola colaborou
e o projecto dáfnia avançou!

Neste ano... dáfnia esteve presente
No próximo... não estará ausente!

Dáfnia, um modelo de eleição
aos alunos causou admiração!

A minha profissão é de modelo
e pela ciência continuarei a sê-lo!
Textos enviados pela equipa coordenadora do Projecto Daphnia na Anselmo

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Prémio Anselmo completo (Artes Plásticas)



Com a publicação desta sequência de imagens o JA'' dá por completa a apresentação dos trabalhos a concurso ao Prémio Anselmo 2009 na vertente de Artes Plásticas. O Júri já reuniu e decidiu quais os trabalhos premiados. A decisão do Júri será tornada pública em sessão a agendar muito brevemente. Na próxima 2ª feira, dia 4 de Maio, a exposição será desmontada.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Blogue do Desportista


O JA'' chama a atenção dos seus leitores para mais um Blogue criado e mantido por alunos da Anselmo. Trata-se de O Blogue do Desportista que, a partir de hoje, se encontra acessível a partir da nossa lista de Blogues, aí ao lado, no sidebar.

Não há informação específica sobre os autores além de uma foto e o subtítulo do Blogue é "O Sítio do Desporto".

No post de abertura o leitor é informado de que O Blogue do Desportista está relacionado com o projecto Sedentarismo e Sociedade e é animado por alunos do 12º A.

Estás informado, caro leitor. Fica bem que nós também.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Mais Prémio Anselmo


Mais uma sequência de fotos da exposição e trabalhos a concurso ao Prémio Anselmo de Andrade 2009.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

EXPOSIÇÃO



Continuam em exposição no bloco 1 os trabalhos de artes plásticas candidatos ao Prémio Anselmo de Andrade. Os objectos tridimensionais encontram-se na Biblioteca. A exposição manter-se-à aberta até à próxima 5ª feira dia 30 de Abril. Nesse dia terá lugar a reunião do júri para decidir da atribuição dos prémios que serão entregues em data e local a anunciar brevemente.
Visita a exposição. Os trabalhos só ganham significado quando forem vistos pelos teus olhos.
RS












sexta-feira, 24 de abril de 2009

Proposta de reflexão para este 25 de Abril

ilustração retirada do blogue O Cantinho da Educação


Mais logo terão lugar as comemorações do 35º aniversário do 25 de Abril ali mais em cima, na Praça da Liberdade, em Almada.

Já lá vão 35 anos e ganhámos o hábito de dizer que vivemos em Democracia. Mas será que a palavra Democracia ainda tem algum significado?

Ao longo do ano de 2009 vivemos alguns dos momentos mais empolgantes destes 35 anos. Nós, professores, está bom de ver. Refiro-me às duas manifestações realizadas em Lisboa, duas magistrais demonstrações de indignação, sentido cívico e de classe, das maiores que o nosso país teve oportunidade de ver desde que pode orgulhar-se de se chamar Portugal. Todos os que subiram as avenidas da capital nessas manifestações fizeram-no na convicção de que estavam a participar de um movimento de protesto mais do que justo, obrigatório. Um protesto contra um certo estilo de exercício do poder que não está de acordo com aquilo que imaginamos digno de uma sociedade democrática. Levantámos uma tal onda de contestação que toda a sociedade portuguesa voltou para nós um olhar algo surpreendido. Os professores davam, pela primeira vez na vida, uma clara lição de cidadania capaz de fazer acreditar ao mais desconfiado que constituem uma classe de trabalhadores unidos em torno de convicções próprias e, acima de tudo, uma classe corajosa e orgulhosa de o ser. À nossa luta respondeu o governo, através do seu ministéro da educação, com desprezo e uma campanha de desinformação digna do regime deposto, faz amanhã, 35 anos.

As manifestações passaram à história. Os problemas foram camuflados com sucessivas camadas de "simplex". Voltámos ao nosso quotidiano nas escolas sob uma chuva de ameaças mais ou menos veladas, no sentido de nos pressionar a aceitarmos aquilo que havíamos declarado, alto e bom som, ser de todo inaceitável. Ficámos entregues à nossa consciência. Entregar ou não entregar objectivos, aceitar ou não o inenarrável modelo de avaliação de desempenho, retocado, retorcido e maquilhado? Essas eram as questões a que teríamos de dar resposta. E respondemos.

Na reunião sindical realizada na nossa escola na passada 4ª feira, dia 23 de Abril, o delegado sindical, questionado sobre a percentagem de professores que, a nível nacional, acabaram por torcer o bico ao prego, entregando os famigerados objectivos individuais, respondeu que terá sido de, aproximadamente, 70%. Setenta por cento!!! Setenta por cento??? O que aconteceu à classe que tão orgulhosamente desfilara nas avenidas de Lisboa? O que aconteceu ao espírito de luta e ao impulso contestatário que tão fortemente manifestámos?

Neste dia de reflexão sobre os rumos da nossa Democracia sinto-me desapontado. Afinal reduzimos os valores democráticos à sua mais infíma expressão. Não só não demos nenhuma lição de cidadania ao país com a nossa luta como, ainda por cima, hipotecámos a nossa imagem e ridicularizámos a nossa classe aos olhos da opinião pública.

Com que autoridade regressaremos à rua para novas manifestações de repúdio para com um modelo de avaliação que, afinal, aceitámos?

Deixo a todos esta proposta de reflexão.

Viva o 25 de Abril.
Rui Silvares, professor

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Prémio Anselmo - Artes Plásticas

Prémio Anselmo de Andrade
Joana
Bon Jovi
Desenho a grafite, tamanho A4

Devido a questões relacionadas com as condições de montagem da exposição dos trabalhos concorrentes ao Prémio Anselmo de Andrade na vertente de Artes plásticas, não foi possível colocar nas paredes o desenho que ilustra este post. No entanto, e porque o trabalho aqui apresentado foi entregue dentro dos prazos estabelecidos, a organização do Prémio considerou que devia expô-lo publicamente.

A solução encontrada foi esta. Assim, até ao próximo dia 30, data de encerramento da exposição, o desenho da Joana ficará visível no sidebar. Depois dessa data, coincidindo com a desmontagem dos restantes trabalhos, o desenho sairá de exposição pública.