quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Aula aberta com o Principezinho


Os alunos das turmas 7ºC e 7ºD realizaram no dia 2 de Fevereiro, uma aula aberta de Teatro,
Para isso convidaram a comunidade escolar a assistir à representação de um excerto da obra de Saint-Exupéry O Principezinho.
Correu muito bem, com a presença no público de outras turmas e professores da nossa escola na sala de teatro
No bloco 6.


informação e fotografias enviadas pela professora de teatro Fátima Pinto

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Atenção Professores!



Proposta aprovada na reunião de 40 professores e educadores de 12 escolas realizada no dia 30 de Janeiro na ES Anselmo de Andrade (com 1 abstenção)

A TODOS OS PROFESSORES DE ALMADA,
ACTIVISTAS E DIRECÇÕES SINDICAIS DA PLATAFORMA SINDICAL

Manter a luta para consolidar a unidade da classe!


Considerando que a perspectiva de uma luta unificadora reforça a resistência de cada escola à avaliação ministerial;
Considerando que a não participação dos professores na avaliação ministerial, instrumento da divisão das nossas carreira e classe, através da não entrega dos ‘objectivos individuais’ é um meio de manter a luta, mas que esta necessita de ser apoiada por uma forma de luta global e unificadora;
Considerando que apenas a participação democrática e decisória da base docente e em luta pode construir uma perspectiva vitoriosa e verdadeiramente mobilizadora para todos;
Os professores apelam e propõem aos dirigentes e direcções da Plataforma Sindical/FENPROF/SPGL a realização urgente de uma consulta à classe e de um debate democrático sobre as formas de luta a adoptar (como, por exemplo, uma greve de 2, 3 ou mais dias), através de:
- um Plenário amplo e democrático em Almada de professores sindicalizados e não sindicalizados com direito a que sejam apresentadas diversas propostas ;
bem como de:
- um referendo democrático sobre as propostas e formas de luta mais fortes a adoptar.

Foi aprovado também o seguinte procedimento:
No caso de a Plataforma Sindical/FENPROF/SPGL não tomar a iniciativa da convocação do Plenário referido no ponto 1 até 3ªF próxima (dia da AG de Sócios do SPGL), os presentes apelam e propõem-se impulsionar, pelos seus meios, a realização desse Plenário no mais curto espaço de tempo.


recebido por e-mail

Apoio aos Alunos


Gabinete de Apoio ao Aluno


Informa-se a comunidade educativa que no próximo dia 9 de Fevereiro entrará em funcionamento o Gabinete de Apoio ao Aluno.

O que é?

Trata-se de um espaço de que qualquer aluno poderá usufruir, encontrando um adulto (professor ou psicóloga) disponível para o ouvir, ajudar a encontrar respostas, encaminhar, sem juízos de valor e com garantia de sigilo.

Onde funciona?

O gabinete situa-se no R/C da Casa Rural.

Qual o horário?

2ª feira: 12h00 / 12h45

4ª feira: 10h20 / 11h50
17h15 / 18h00

5ª feira: 14h30 / 16h10


Na encruzilhada da vida, o percurso é feito de escolhas.

Um dos maiores desafios é conhecermo-nos.


O e-mail de contacto é o seguinte:

gabineteanselmo@gmail.com

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Novo projecto na Anselmo



A Escola, neste ano lectivo tem um PROJECTO diferente de todos os outros ...

- É inovador e multidisciplinar;
- tem carácter científico;
- aposta na actividade experimental;
- abrange turmas do ensino básico e ensino secundário;
- incide sobre os efeitos de substâncias psicoactivas (certas drogas) no
ritmo cardíaco medido em organismos – Daphnia magna straus – que
servem de “modelos científicos”;
- permite observar em tempo real o modo como as drogas afectam um
organismo vivo;
- pretende ser uma vertente dinamizadora da comunidade educativa;
- permite alargar a sua acção a outras Instituições/Entidades do meio;
- promove estilos de vida saudáveis.

PARA SABER MAIS ... CONSULTAR: http://www.visionarium.pt/index.html

VÁRIOS CARTAZES INFORMATIVOS IRÃO SER COLOCADOS POR TODA A ESCOLA.

A toda a COMUNIDADE EDUCATIVA interessada, solicitamos contacto com os professores de Biologia dinamizadores do Projecto Daphnia na Escola:

Filomena Sousa, Lourdes Rodrigues, Isabel Cabaço, Dulce Pinto e Alicinda Farias.
texto recebido por e-mail

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Escola nova em Almada velha

A Presidente da Câmara de Almada confraterniza com os futuros utentes da escola que seguram a bandeira do município
Isilda Rodrigues, coordenadora da escola e Margarida Lucena, Presidente do Conselho Executivo da Anselmo, sede do agrupamento,
sorriem junto à placa comemorativa do lançamento da 1ª pedra

Axonometria virtual representando o aspecto do futuro equipamento escolar


No dia 17 de Janeiro foi colocada a 1ªpedra da EB1/Ji nº2 de Almada, situada na zona velha da cidade, na rua Conde Ferreira, pertencente ao Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade, com a presença da Ex.ª Sra. Presidente da Câmara Municipal de Almada, Mª Emília de Sousa Neto e da Presidente do Agrupamento de Escolas Anselmo da Andrade, Mª Margarida Lucena, além de outros importantes elementos da comunidade educativa e almadense.
Este novo estabelecimento de ensino, que irá substituir a anterior escola já bastante degradada e entretanto demolida, deverá entrar em funcionamento no próximo ano lectivo 2009/10 oferecendo:
- 8 salas de aula para o 1º CEB
- 2 salas para Jardim de Infância
- 1 Centro de Recursos
- 1 sala multiusos
- 1 polivalente para actividades desportivas e de convívio
- 1 cozinha e 1 refeitório
- gabinetes administrativos
- logradouro com campo de jogos
(além de instalações balneárias, sanitárias e arrecadações)
Como ficou escrito, vai ser erguido ali, naquele lugar, uma boa casa para aprender e ensinar.

notícia recebida por e-mail enviado pela professora Elia Martins
editado pelo JA''

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Namoro violento não é...



A nossa escola insere-se no Projecto “Educação para a Saúde”, no qual se têm vindo a realizar diversas actividades e acções de formação sobre temas de relevância à vida dos jovens, entre os quais a iniciativa sessões sobre a temática “Violência no namoro”.
Esta actividade destinou-se às turmas dos 9º e 12º anos, e decorreu por meio de sessões lúdicas conduzidas pelas psicólogas Drª Lucinda Pimentel e Filipa Barbosa do Centro de Saúde de Almada.
Os alunos foram convidados a participar conjuntamente com as profissionais, numa reflexão dinâmica sobre o namoro e suas contrapartidas.
De forma a incitar o debate, desenvolveu-se um ambiente de cumplicidade entre os alunos, que representaram e expressaram os seus sentimentos e perspectivas no que toca aos relacionamentos afectivos. As psicólogas moderaram a discussão e acrescentaram noções importantes ou contribuíram com novos pontos de vista, permitindo o alargamento dos horizontes dos jovens.
A sessão concluiu-se na voz de Sérgio Godinho e nas palavras do poeta Eugénio de Andrade, com um apelo ao respeito mútuo, à pureza dos sentimentos, à compreensão e liberdade a que cada um tem direito, à necessidade imperante de amar.

É urgente o Amor
É urgente um barco no mar

É urgente destruir certas palavras,
Ódio, solidão e crueldade,
Alguns lamentos,
Muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
Multiplicar os beijos, as searas,
É urgente descobrir rosas e rios,
E manhãs claras.

Caí o silêncio nos ombros,
E a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer

Eugénio de Andrade

Texto de Helena Antunes Simões, nº5 12ºE

A propósito de uma sessão relacionada com o tema «violência no namoro» ver blogue relacionado no side bar. O site da campanha nacional é http://www.amorverdadeiro.com.pt/

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Montra de Livros (na Biblioteca)


A partir desta semana e até ao final do ano lectivo, a Biblioteca vai ter à disposição de toda a comunidade educativa uma Montra de Livros.

O objectivo desta iniciativa é a divulgação de obras subordinadas a diversas áreas temáticas.

Os livros podem também ser adquiridos com 10% de desconto.

Janeiro - Ciência e Saúde
Fevereiro - Literatura
Março - Ambiente
Abril - História
Maio - Arte

Questionário


No âmbito do projecto "Eco-escolas" está a decorrer a Auditoria Ambiental 2008/09.
O questionário servirá para compreender melhor os hábitos e as opiniões da população que caracteriza o contexto populacional em que o Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade se insere, em aspectos relacionados com o ambiente. As suas respostas são muito importantes! Só juntos poderemos detectar os principais problemas e contribuir para que a nossa escola e o meio em que se insere se transformem em locais ainda mais agradáveis.
Vá ao seguinte endereço http://www.esec-anselmo-andrade.com/prof/dulce/ e responda às questões.
O Conselho Eco-Escola agradece a sua colaboração.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Quo Vadis?


Projecto Quo Vadis Homo sapiens


A Escola Secundária com 2º e 3º CEB Anselmo de Andrade encontra-se envolvida num projecto europeu Comenius, abrangido pelo programa Lifelong Learning Programme, cujo nome é “Quo Vadis Homo sapiens” e cujos objectivos principais visam ultrapassar as barreiras da linguagem entre os participantes do projecto pela utilização de uma língua estrangeira comum, conhecer a cultura de outros povos, reconhecer a identidade nacional dos outros participantes, desenvolver competências relacionadas com as tecnologias de comunicação e informação, desenvolvendo cooperação entre escolas parceiras. Além destes objectivos, o projecto está relacionado com temas importantes para o futuro e sustentabilidade da Terra, sendo o principal actor o Homem. Iremos estudar, aprender e analisar o passado e o presente para perspectivar o futuro próximo da Terra. Há muitas nações na Terra. Apesar de falarem diferentes línguas, devem ter uma coisa em comum: relacionar-se para preservar o futuro do nosso planeta.
No mês de Novembro fomos a Berlim, numa reunião de projecto de todos os parceiros (Polónia, Itália, Alemanha e Roménia, além de Portugal) e começamos a desenvolver algumas actividades, além de visitarmos a cidade.
Brevemente faremos um relato dessa viagem.
Podem consultar o blogue do projecto em http://homsapiens.blogspot.com/

Notícia recebida por e-mail enviado pela professora Élia Martins (Coordenadora do Projecto)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A Galinha de Massena

Massena, nesta pintura de 1856 da autoria de Adolphe Fontaine, sem olho direito nem galinha


A Galinha de Massena e a terceira invasão francesa



Durante a terceira invasão francesa (1810), o marechal André Massena, conhecido como o filho querido da Vitória, embora transformado numa sombra do passado, velho, curvado, com uma perna arruinada, cego da vista esquerda (Napoleão disparara sobre ele acidentalmente durante uma caçada, culpando o general Berthier que com cavalheirismo aceitou as culpas!), não deixou de trazer uma amante para melhor suportar as dificuldades da guerra. A senhora chamava-se Henriette Lebreton. Senhora, não menina, pois, ainda que muito jovem, a rapariga era casada e logo com um dos ajudantes-de-campo de Massena. Chefes que traziam esposas ou amantes para as campanhas militares, não era propriamente novidade. No entanto, este affaire especificamente, não foi bem visto pelos soldados. Isto porque o marechal fazia-se acompanhar para todo o lado pela sua preferida (que montava a cavalo vestida com um uniforme de cavalaria), e parecia a todos que a mulher prejudicava a clarividência do grande militar. As tropas referiam-se a Henriette como A Galinha de Massena.
Quando o exército parou em Viseu, aconteceu um episódio que iria prejudicar as relações entre Massena e os seus principais generais – Junot, A Tempestade, tal era o seu feitio, e Ney, o Bravo dos bravos, homem tão corajoso quanto orgulhoso. Massena, que não tinha bons fígados, desejava receber bem os seus tenentes em nome de uma melhor coesão do exército e por isso fez por criar um bom ambiente: mandou arranjar uma mesa no bonito limoal da casa onde se hospedava (a Casa do Arco), e preparou-se para fazer das tripas coração: aguentar uma conversa com Ney e Junot. Na verdade, até fez mais: mostrou-se amável, dando o braço ora a um, ora a outro, enquanto conversavam esperando a hora da refeição. Os ajudantes-de-campo ficaram espantados com aquele espectáculo. Tanto mais que o marechal costumava tomar as refeições apenas na companhia de Henriette. Nesse dia, porém, não só convidava os seus generais como ordenou que a mesa dos ajudantes-de-campo, a cem passos dali, fosse colocada ao lado da sua. O cúmulo da simpatia e das atenções! E tudo parecia correr bem.
Foi então que Massena teve uma ideia infeliz: pediu a presença de Henriette. Depois, com uma falta de tacto incrível – sem perceber sequer que a jovem, que acorreu ao seu chamamento com passinhos rápidos, estacara ao dar pela presença dos lugar-tenentes do amante –, virou-se para Ney e pediu-lhe que desse a mão à senhora e a conduzisse à mesa. O fogoso marechal, que não suportava aquilo que considerava a interferência de uma mulher nos assuntos militares, ficou ainda mais rubro do que já era, claramente desagradado com o que lhe era pedido. Visivelmente contrariado, ofereceu a ponta dos dedos a Henriette, conduzindo-a ao seu lugar. Para piorar as coisas, Massena estabeleceu que Ney se sentasse entre a senhora e o general Montbrun. A primeira à sua direita e o segundo à sua esquerda.
A refeição teve início. Henriette, perspicaz, como qualquer mulher, depressa percebeu que o seu conviva do lado esquerdo a ignorava ostensivamente, dirigindo a palavra apenas a Montbrun. O tempo foi passando e a jovem sentiu-se cada vez mais humilhada. Massena, esse, parecia não dar conta de nada. Pensava talvez que a sua operação de charme fora um sucesso. Como se enganava. Os nervos acabaram por dominar a pobre Henriette. Subitamente, desatou num pranto e antes que alguém pudesse intervir, desmaiou e caiu desamparada no chão (É preciso não esquecer que a melancolia e o dramatismo estavam na moda!).
Foi então que estalou o verniz. «Ao diabo com aqueles imbecis», deve ter pensado Massena! Enquanto a infeliz senhora era levada para os seus aposentos, encrespou-se com Ney e fê-lo com os piores modos. Este último não se ficou atrás e exprimiu bem alto as suas impressões acerca do que pensava daquela situação. Junot, curiosamente, manteve-se calmo. Nem sinais da Tempestade, o homem que anos mais tarde se atirou de uma janela num acesso de fúria.
Tudo isto se passava na presença dos ajudantes-de-campo. Uma vergonha. Ali, a quinhentas léguas de França, os homens a quem estavam confiados os destinos de mais de sessenta mil soldados, trocavam palavras violentas e de maneira a que todos pudessem ouvir. A noite, a certa altura tão promissora, acabava da pior maneira, quando um pouco de sensatez poderia ter evitado a discussão. Como o mal de uns é o bem de outros, quem ganhou foram os Portugueses e os seus aliados Ingleses…e tudo por causa da Galinha de Massena.



Texto do Professor Orlando Lourenço