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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

PERSPETIVAS SOBRE O CONVENTO DE MAFRA

Quem se depara pela primeira vez com o grande Convento de Mafra fica sem palavras. Eu próprio já me deparei com a sua maravilhosa fachada umas cinco vezes e fiquei sempre com tal reacção. É uma visão magnífica do poder do ser Humano. Muitos Homens ali trabalharam arduamente para conseguir fazer história e acabar a construção daquela “besta arquitectónica” que devora os olhos de quem a contempla.


   O grande trabalho começou no dia 17 de Novembro de 1717 e a construção empregou mais de 52 mil trabalhadores, tendo sido terminada oficialmente em 1750, com a morte do rei. Muitos pormenores só foram acabados nos três reinados seguintes e, quando concluído, este palácio nem foi a casa dos membros da família real, mas o convento abrigou 330 frades.
  O maior tesouro de Mafra é a biblioteca do convento, que possui 88 metros de comprimento, 36 mil livros (dando especial destaque a uma raríssima segunda edição da obra: “Os Lusíadas” de Luís de Camões) e um enorme e valioso pavimento em mármore. Na biblioteca são libertos morcegos que, durante a noite, se alimentam de traças e outros pequenos insectos, que possam eventualmente danificar os históricos exemplares expostos nas prateleiras.

   Outro aspecto bastante importante e interessante do ponto de vista artístico são os seis imponentes órgãos tubulares funcionais presentes na basílica do convento de Mafra. Estes instrumentos musicais de alto valor datam do início do século XIX, tendo sido totalmente reparados em 2010. Também neste convento estão presente os maiores e melhores carrilhões do mundo inteiro, sendo compostos por dois conjuntos que alcançam os 92 sinos e um peso bruto total de 200 toneladas.
  Concluindo, posso afirmar que este é um local de grande carácter histórico e um espaço onde qualquer turista ou cidadão local pode expandir os seus conhecimentos sobre a história da “ocidental praia lusitana”, ou simplesmente maravilhar-se com uma das sete maravilhas de Portugal.

Carlos David Esperança,12º A,  nº5 


 “O Convento de Mafra e a falta de originalidade portuguesa”
   O Convento de Mafra é, sem dúvida, representativo de um importante momento histórico de Portugal, o reinado de D. João V. Este rei absolutista mandou erguer o palácio-convento, pois prometera fazê-lo caso a rainha lhe “desse” descendência. No entanto, acabou por simplesmente plagiar o Palácio de Versalhes, no que toca à parte de palácio, nomeadamente no aspeto exterior e na magnificência, até porque o referido monarca admirava bastante Luís XIV; e copiar a basílica de S. Pedro, em Roma, com a igreja que se construiu no interior do Convento. É caso para dizer: “Pobre Convento de Mafra!”.
  Mais curioso ou até desapontante (e atual) é o facto de verificarmos constantemente esta falta de originalidade portuguesa. Viajemos no tempo! Mais tarde, já no século XIX, Eça de Queirós trata esta questão n’Os Maias’, ou mais concretamente no Episódio da Corrida de Cavalos. A própria ponte que liga Almada a Lisboa, denominada de ‘Ponte 25 de Abril’ (depois de ser conhecida como ‘Ponte Salazar’) é de facto uma imitação da Ponte de São Francisco. E mesmo o Cristo Rei é uma imitação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
  Tudo isto pode parecer irrelevante, mas é na verdade bastante preocupante, pois este paradigma de imitação, provavelmente devido à preguiça, por não nos darmos ao trabalho de pensar e criar, juntamente com uma certa falta de criatividade e ainda aliado ao facto de pouco ou nenhum apoio ser concedido aos portugueses criadores e originais – até o arquiteto do Convento de Mafra era estrangeiro – leva-nos a perder a nossa identidade. Consumimos muito mais comida estrangeira que portuguesa - há diversas e demasiadas cadeias alimentares estrangeiras nos centros comerciais - , consumimos muito mais música estrangeira que portuguesa: as nossas rádios transmitem pouquíssimo fado, por exemplo. Enfim, deixamos de ser nós por isso: Criatividade (e aceitação da mesma) precisa-se!

Rafael Gomes,12º A, nº 22

Disciplina de Português, professora Maria José Januário

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Casa Fernando Pessoa


O presente relatório, elaborado pela aluna Iolanda Neves do 12º B, é um convite à visita da Casa de Fernando Pessoa para quem pretende aprofundar o conhecimento da vida e obra de um dos maiores poetas portugueses.


Visita de Estudo à Casa de Fernando Pessoa
1. Objetivos
A Casa de Fernando Pessoa foi inaugurada em novembro de 1993, tendo sido concebida como um centro cultural destinado a homenagear Fernando Pessoa e a sua memória na cidade onde viveu e no bairro onde passou os seus últimos 15 anos de vida, Campo de Ourique. Este pequeno universo polivalente, devido às várias atividades que nele decorrem, apresenta na sua constituição um auditório, um jardim, salas de exposição, objetos de arte e uma biblioteca, puramente dedicada à poesia e onde se pode encontrar uma parte do espólio do poeta (objetos e mobiliário que em tempos pertenceram ao poeta e que atualmente são considerados património municipal).
Ao longo de toda a visita, e através das informações fornecidas pelo guia, tornou-se bastante visível o impacto da criação poética de Fernando Pessoa na génese do modernismo, tal como a relevância do papel do Poeta no contexto da identidade cultural nacional. O melhor exemplo desse impacto é a revista Orpheu, que se encontra exposta com grande relevância nesta Casa de Fernando Pessoa, através da qual se principiou o movimento modernista em Portugal, tendo provocado tamanha agitação e contestação. Dos três previstos, apenas foram lançados dois números desta revista, tendo Fernando Pessoa, ao longo deles, tornando públicos os poemas Opiário, Ode Triunfal e Ode Marítima, de Álvaro de Campos e O Marinheiro e Chuva Oblíqua do próprio poeta ortónimo.
Para além do contributo para a literatura portuguesa, Fernando Pessoa, sempre se mostrou ativo na sociedade no que diz respeito às vertentes crítica e política, tendo sido destacado, no decorrer da visita, um episódio em que Fernando Pessoa ridicularizou Salazar com a sua célebre frase «Tenho estado velho com este Estado Novo».
2. Recolha de dados informativos e sua análise
Durante a visita à Casa de Fernando Pessoa foi possível a observação de vários objetos pertencentes a Fernando Pessoa que possibilitaram retirar conclusões acera dos seus temas favoritos e o perfil do eu poético.
A arquitetura desta casa remete para a melancolia e tristeza que tomavam conta da vida de Pessoa devido à predominante presença da cor branca. Ora estes sentimentos desagradáveis, juntamente com o tédio existencial, levaram a que Pessoa se isolasse do mundo exterior, incluindo as pessoas que lhe eram mais próximas, logo pode concluir-se que a frieza também característica no quarto de Pessoa, está relacionada com o perfil do eu poético que se encontrava permanentemente domado pela dor de pensar e pela solidão.
Na minha opinião, a área mais pertinente da Casa de Fernando Pessoa é o seu quarto. Este situa-se no 1º andar e foi reconstituído tal como era em vida do poeta, apresentando como recheio um total de dezasseis móveis que pertenceram ao poeta durante a sua vida com um grande histórico de mudanças habitacionais. A peça de mobiliário que despertou mais interesse neste compartimento foi, sem dúvida, a cómoda onde, reza a lenda, Fernando Pessoa terá escrito, na noite de 8 de março de 1914, três dos seus maiores poemas: O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro, a Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa, e a Ode Triunfal, de Álvaro de Campos.
Uma outra divisão que despertou a atenção dos alunos durante a visita foi, certamente, a biblioteca. Esta ocupa parte do piso térreo e do 1º andar e pode encontrar-se neste local o conjunto de cerca de 1200 livros que pertenceram a Fernando Pessoa, através dos quais ficou claro o interesse/paixão por diferentes temáticas: astrologia, matemática, medicina, filosofia, sociologia, psicologia, genética, literatura...
Ainda na biblioteca encontram-se mais dois objetos que revelam interesse relativamente à vida do poeta, são eles o “Retrato de Fernando Pessoa”, pintado por José de Almada Negreiros em 1954 e a máquina de escrever que pertenceu a um dos escritórios onde Pessoa trabalhou como tradutor e na qual foram escritos maior parte dos poemas do seu heterónimo Álvaro de Campos.
É também uma característica de Fernando Pessoa, o facto de andar sempre com um pedaço de papel e uma caneta no bolso, para, no caso de ocorrer algo na sua mente, poder logo transpor para o papel. Como tal, foram encontradas várias notas deste poeta, em cadernos, e até mesmo, em panfletos e folhas soltas.
Por fim, é passível de se salientar o ‘uniforme’ regular de Fernando Pessoa, constituído por um fato negro, um chapéu igualmente negro e óculos.
3. Sua relação com fundamentos de pesquisa
A biografia de Fernando Pessoa presente no manual afirma que este escreve duas categorias de obras: as ortónimas e as heterónimas (obra escrita por personalidades criadas pelo próprio poeta e cada uma com consciência, ideias e sentimentos diferentes entre si e do seu criador). Os heterónimos mais conhecidos são Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
Ora, na biblioteca estão armazenadas inúmeras obras ortónimas e heterónimas de Fernando Pessoa, o que leva a que seja, assim, reconhecida grande quantidade e diversidade de eus criados por Pessoa.
No quarto verificou-se a existências de elementos alusivos à temática do mar, que captaram a atenção dos estudantes e mais uma vez permitiram relembrar a importância da heteronímia pessoana, devido ao facto de esta temática estar relacionada com a Ode Marítima de Álvaro de Campos, um dos heterónimos pessoanos.
Para além de tudo isto, estava também em exposição um bloco de notas que continha informações pessoais, escritas por Fernando Pessoa, relativas à vida de Álvaro de Campos, levando outra vez à verificação da necessidade de transmitir as suas ideias e opiniões através de outras individualidades.
4. Apresentação de conclusões
“Não conheço vida de escritor que tenha sido tão falhada; e também nenhuma conheço que tenha sido tão transfigurada pela arte.”
Robert Bréchon in Estranho Estrangeiro. Uma biografia de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa foi um escritor e poeta português que exerceu um papel importante no Modernismo português. A sua vida observada de uma forma externa caracterizava-se por ser solitária, pacata, contrastava em grande parte com a vida poética do poeta, devido à sua necessidade de criação de novas personalidades para se conseguir expressar em pleno.
Os últimos anos da vida de Pessoa foram vividos com uma grande tristeza e angústia, pois apercebeu-se que não teria havido qualquer realização dos seus projetos intelectuais (tal como Robert Bréchon afirma «Não conheço vida de escritor que tenha sido tão falhada; (…)»). De certo modo os seus projetos poderiam ser excessivos de mais, ma o certo é que este sentimento de falhanço se apoderou da vida do poeta, levando-o a um enorme estado de desespero. Em vida apenas viu ser publicadas três das suas obras, sendo apenas uma em português: Mensagem.
Hoje em dia, o seu talento é finalmente reconhecido, embora uma grande parte do seu grandioso legado literário ainda não esteja catalogada e parte das suas obras ainda não tenha sido publicada, e é considerado um dos expoentes máximos do modernismo do século XX.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Field Trip to Porto


Every year, it is usual for the Arts class of Anselmo de Andrade to go on a field trip to the city of Porto, where we get the chance of being showed some interesting pieces of art to our Comenius Assistant, this time we took István Tóth from Hungary.
Our group visited the Music House (Casa da Música), where we learned that not only does it play classical and contemporary music, but it also turns into a disco at night. The architect Rem Koolhaas, (who won the most prestigious award for architecture, the  Pritzker Prize), gave it a unique design, which makes it one of the best attractions the city has to offer.
Next, we went to Serralves Foundation (Fundação de Serralves), where we had the opportunity to see an exhibition of Julião Sarmento, one of the most well known Portuguese artists of our generation. He is also as one of the most complete artists in Portugal, ranging from photography, to painting, and also video-art. The architect Álvaro Siza, gave the museum an austere look and feel, which goes well with the gardens of Serralves (Jardins de Serralves), but unfortunately, we didn’t get to see them.
Overall, it was a nice trip, the only downfall was that our tour guides made the trip very quickly, but on the bright side, our group had the chance of seeing some amazing buildings, an interesting exhibition, and parts of the city itself.

Bernardo Miranda, 11º D

Visita de Estudo ao Porto


Na passada sexta-feira, dia 1 de Fevereiro de 2013, as turmas do 11º e 12ºanos, de Artes Visuais, da Escola Secundária Anselmo de Andrade, visitaram as instalações da Casa da Música e de Serralves, no Porto. Embora a viagem tivesse sido cansativa, penso que falo por todos, quando digo que valeu a pena a espera.
A arquitetura estruturalmente elegante e funcional com que foi construída a Casa da Música leva qualquer um a encantar-se pelas melodias que podem lá ser interpretadas; ao chegar a Serralves, cobertos de chuva e vento, perdemos a oportunidade de visitar o seu famoso jardim que nem por isso perdeu a sua beleza eminente.
No caminho de regresso podia-se sentir que toda aquela experiência tinha sido gratificante, não só para os alunos como para os professores.

Pedro Azevedo, 11º D

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Porquê visitar o Palácio Nacional de Mafra?



Após a realização da visita de estudo ao Palácio de Mafra, no âmbito da leitura do romance Memorial do convento de José Saramago, pelos alunos das turmas A, B e C do 12ºano, o instrumento de avaliação proposto pela professora de Português foi a elaboração de um artigo de apreciação crítica. O seleccionado foi o da aluna Ana Beatriz Pina que publicamos.
O Palácio Nacional de Mafra é um monumento com grande valor histórico, símbolo de um reinado marcado pelo luxo e ostentação e representativo do Barroco em Portugal. Mandado construir no reinado absolutista de D. João V, o palácio é uma obra imponente, que requereu o recrutamento de cerca de 52.000 homens para a sua construção, realizada com os melhores materiais disponíveis na altura. O Palácio Nacional de Mafra foi construído com vista a imitar a Basílica de S. Pedro de Roma.


A obra foi iniciada a 17 de Novembro de 1717, tendo sido concluída em 1750, 33 anos depois. A sua inauguração foi feita a 22 de Outubro de 1730, no dia do 41º aniversário do rei, com o convento ainda inacabado. A construção termina não por estar efectivamente acabada, mas sim porque o rei morre – e com ele morre também a concretização plena do seu sonho.
Ao longo da sua existência, o palácio foi ocupado pela família real, esporadicamente, por frades e, mais tarde, por militares.
Uma visita ao Palácio Nacional de Mafra é fundamental porque nos dá uma perspectiva de como era a vida no séc. XVIII, especialmente a da realeza. Por exemplo, os aposentos do rei e da rainha encontravam-se separados por 232 m de distância. Este simples facto, juntamente com o conjunto de rituais que tinham de ser cumpridos – tais como mudar de roupa ou o acto sexual, meramente com fins de procriação – revela a falta de intimidade e privacidade no seio da família real, pelos padrões actuais.
Por outro lado, durante a visita, somos também confrontados com o espírito da época. O estilo Barroco é conhecido pela exuberância e o excesso de ornamentação, bem como pela monumentalidade das dimensões, opulência das formas e teatralidade. Para D. João V era importante que Portugal fosse reconhecido pela sua riqueza e pela excentricidade do seu rei. Neste contexto, mandou encomendar dois imponentes carrilhões, com um total de 92 sinos e com mais de 200 toneladas, numa atitude de esbanjamento de recursos. O importante era o parecer, mais do que o ser.
 O recurso à visita guiada fornece ao visitante informações bastante interessantes e pertinentes acerca da construção do palácio e de quem o habitou, para além de curiosidades, que de outro modo seriam de acesso menos imediato. Por exemplo, fica-se com a ideia da grandiosidade desta obra sabendo que possui 4700 portas e janelas, 25 pátios, 156 escadarias e 1200 salas. O palácio possui ainda uma vasta biblioteca, com cerca de 38000 volumes.
Salienta-se que a visita ao Palácio fica enriquecida após a leitura d’ O Memorial do Convento, visto que este nos confere a perspectiva do autor acerca da construção do convento, enquadrada na sociedade da época.
Assim, o Palácio Nacional de Mafra deve ser um monumento a visitar, não só pela sua beleza e magnificência, mas também pelo que representa o conceito da sua construção para a história de Portugal.

Ana Beatriz Pina

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Visita de Estudo ao Adventure Park do Jamor


Foi no dia 21 de Março que nós, alunos do 11ºE, fomos juntamente com as turmas do 9ºano, com o objetivo de desenvolvermos a nossa atividade física e os nossos conhecimentos de estratégia e de orientação, de forma a escolhermos o caminho mais adequado a seguir, num espaço com variados obstáculos que consiste numa passagem sequencial entre plataformas posicionadas nas copas das árvores. Esta atividade denomina-se por arborismo.

O arborismo é muito perigoso, atravessávamos pontes suspensas, utilizávamos cordas, redes, etc., para nos deslocarmos no ar. Mas não havia o que temer, pois estávamos presos por um arnês que permitia andar de árvore em árvore com toda a segurança.
Nestas duas horas de aventura, na imensidão da floresta, a atividade que gostamos mais de realizar foi o slide de 200 metros, pois usufruímos de uma vista fantástica da densa floresta e gozámos de uma adrenalina positiva.
Depois de visitarmos este lugar com sucesso, prolongamos a nossa visita a um parque mais didático, pois praticamos minigolfe e foi uma experiência diferente. Também usufruímos de um ginásio ao ar livre e achamos esta ideia bastante proveitosa, que deveria ser aplicada em muitos parques existentes na nossa região, pois é uma forma de incentivar a comunidade a praticar exercício físico e sem custos incluídos, o que poderia ser uma mais-valia.
Este parque tem imensas vantagens em relação aos outros: praticamos atividade física num ambiente natural, vimos paisagens deslumbrantes incluindo um lago com patinhos e peixes variados, enquanto passeávamos, com espaços onde é possível jogar minigolfe, ténis, futebol, etc.
Gostamos muito de ter participado nesta aventura, foi um dia diferente no qual nos divertimos bastante com todas estas atividades. Esperamos voltar lá em breve!

texto e fotos enviados por e-mail Carla Miranda, Teresa Santos e Yaroslava Kholosha 11ºE

quinta-feira, 1 de março de 2012

Visita à Arriba do Cristo Rei

Do Cristo Rei ao Tejo – Uma descida no tempo

No passado dia 16 de Fevereiro de 2012, a turma B do 10º ano, acompanhada pela professora de Biologia Isabel Cabaço e pelo professor de Educação Física Pedro Oliveira, realizou uma visita de estudo à Arriba do Cristo Rei. A visita guiada pelo Geólogo Mário Estevens da C. M. A. consistiu na descida desde a zona do Cristo Rei até uma praia em contacto com o Rio Tejo, onde se analisaram formações geológicas de Almada. Assim, foi possível adquirir novos conhecimentos sobre o nosso meio envolvente, aplicar conhecimentos adquiridos em aula durante o 1º período e, além disso, reforçar as relações inter-pessoais.



Texto enviado pelos delegados do 10ºB: Rafael e Sofia

terça-feira, 7 de junho de 2011

De visita ao Parlamento


No passado dia 2 de Dezembro de 2010, as turmas do 11ºA, 11ºB e 11ºC realizaram uma visita de estudo à Assembleia da República, em Lisboa, no âmbito da disciplina de Filosofia, com os seguintes objectivos:

  • · Consolidar conhecimentos sobre o capítulo “Argumentação, Filosofia e Retórica”
  • · Motivar para uma cidadania activa.

Os estudantes assistiram a uma sessão do plenário durante a qual se debateu “a necessidade de aumentar o imposto (IRC) sobre as grandes empresas” que têm vindo a beneficiar da isenção de tributação dos dividendos que lhes são distribuídos, uma vez que algumas destas “fogem” fisco na altura das grandes transacções monetárias.

O Partido Comunista defendia que era necessária uma tributação extra antecipado dos dividendos das grandes empresas, no entanto, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata estavam em desacordo com esta posição. Os deputados do PS e do PSD defendiam que as grandes empresas não necessitavam de pagar um imposto extra porque as políticas do IRC legisladas no Orçamento de Estado para 2011 previam já esse imposto extra antecipado sobre as empresas colectivas.

Durante a sessão do plenário os alunos puderam assistir a algumas das intervenções dos deputados dos vários partidos, nomeadamente, a de Honório Novo do PCP, a de Paulo Batista Santos e de Duarte Pacheco do PSD, e a de Manuel Seabra do PS. Nas intervenções foi possível observar a utilização de algumas das técnicas que tornam a argumentação persuasiva, especificamente, a apresentação do orador, os conteúdos específicos do seu discurso, o vocabulário utilizado no mesmo, a estrutura argumentativa dos discursos e também a recorrência a algumas falácias.

Eu tinha algumas expectativas quanto a esta visita de estudo, primeiro porque nunca tinha visitado o interior do edifício da Assembleia da República pelo que estava interessada em conhecer a sua estrutura e em segundo porque não são frequentes as ocasiões em que podemos observar com tão elevado grau de proximidade o decorrer de um verdadeiro debate.

Quanto ao primeiro aspecto admito ter ficado imensamente satisfeita, desde a arquitectura exterior até às pinturas interiores a Assembleia da República é um extraordinário edifício e está de acordo com as funções que representa e a sua importância no nosso país.

Quanto ao segundo aspecto fiquei um pouco desiludida devido à conduta dos deputados durante o debate, que nem sempre esteve de acordo com as normas de educação e com as condições necessárias para a ocorrência de uma correcta argumentação. Acontecia por vezes que alguns dos deputados durante as suas intervenções recorriam não à força das suas ideias mas a esquemas para desviar o auditório do assunto que estava ser discutido, através da apresentação não das razões que sustentavam a sua tese mas de informações que apesar de estarem ligadas ao assunto em questão não eram cruciais para o esclarecimento da tese defendida. Os oradores recorriam também a falácias Ad Hominem para invalidar os argumentos apresentados pelos outros partidos não chegando realmente a contestar as razões por eles apresentadas.

Em suma, penso que o discurso dos deputados não possibilitou a procura da verdade mais plausível ou a discussão de ideias, promovendo a correcção de erros, para que as conclusões a que se chegasse fossem as mais correctas e mais benéficas para a população. Na minha opinião, a sessão do plenário pareceu-se mais com uma competição entre os partidos para ver quem era o vencedor, não existindo qualquer cedência dos partidos nas ideias apresentadas, qualquer tentativa por parte de cada partido para tentar compreender ou avaliar as ideias apresentadas pelo partido oposto.

Penso que os aspectos mais conseguidos desta visita de estudo foram a organização entre as professoras responsáveis e a atitude dos alunos durante toda a visita, permitindo um clima de agradável convívio entre professores e alunos.

Acho que os objectivos desta visita foram atingidos plenamente não só porque os alunos tiveram a oportunidade de observar as várias técnicas de retórica nos discursos dos deputados mas também porque o ambiente do plenário, apesar dos defeitos que apontei anteriormente, despertou o meu interesse quanto ao tema que estava a ser discutido, tanto que, quando cheguei a casa conversei com os meus pais para que estes esclarecessem algumas dúvidas com que tinha ficado durante o debate e mesmo depois de ver as minhas dúvidas esclarecidas procurei saber mais sobre o assunto da necessidade de tributação das empresas colectivas.


Marta Herculano, 11ºA

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Visita de Estudo a Coimbra

No passado dia 12 de Maio do presente ano, as turmas da área Ciências e Tecnologias do 12º ano dirigiram-se a Coimbra para visitar a Escola Superior Agrária de Coimbra, bem como dar um passeio por esta cidade historicamente universitária.
Depois de uma viagem de cerca de 3 horas, a chegada à cidade não poderia ter sido mais ansiada. Para nossa satisfação, tivemos de imediato contacto com animais, tendo cada aluno dado uma volta num magnífico cavalo branco.





Observação do aparelho reprodutor de um cavalo e de uma égua, para posterior inseminação artificial
Seguiu-se o diagnóstico da fase do ciclo reprodutor da égua, na qual o veterinário fez uma apalpação rectal e exame ginecológico. A partir de uma ecografia pôde observar-se o útero, bem como os ovários e o desenvolvimento folicular. Com o auxílio do aparelho computorizado que produz a imagem mediu-se o folículo mais desenvolvido, e concluiu-se se seria boa altura para realizar a inseminação.
Já com o cavalo, procedeu-se à recolha de sémen: primeiramente aproximou-se o mesmo da fêmea para ele ter contacto com as feromonas e, de seguida, foi colocado um tubo comprido que envolveu o pénis do mesmo, até ele ejacular e o sémen ficar retido no tubo. Os passos seguintes foram a recolha e observação do sémen ao microscópio, onde se observaram pequenos espermatozóides.
O último passo da observação da reprodução animal foi a inseminação artificial, já que se verificou que existia um folículo muito desenvolvido e quase a ser libertado do ovário da égua. O sémen previamente recolhido foi colocado numa seringa ligada a um cateter, procedendo-se, de seguida, à introdução do cateter no útero da égua e à transferência do sémen.
Aula sobre multiplicação vegetativa in vitro
Na segunda parte desta visita de estudo dirigimo-nos até ao edifício principal da escola, onde nos dividiram em dois turnos.
O engenheiro e professor da escola que nos deu a aula revelou-nos várias informações sobre o processo de multiplicação vegetativa que é usado para, a partir de uma pequena parte de uma planta, produzir milhões de plantas idênticas entre si e idênticas àquela que lhes deu origem. Foi-nos explicado que, para reproduzir assexuadamente a planta pretendida, é necessário um meio de cultura rico em nutrientes e de composição semi-sólida, produzido a partir da substância ágar-ágar.
Como nos foi esclarecido, esta técnica de produção de plantas in vitro pode ser divida em quatro fases distintas:
• Fase da multiplicação – Na qual um ápice merismático é retirado da axila de uma ramificação e, depois de separado do primórdio folicular e das escamas, é colocado em meio de cultura, onde se multiplica e se consegue obter um número considerável de futuras plantas.
• Fase de enraizamento – Consiste na transposição das plântulas para um meio de cultura rico em carvão activo, que induz a formação de raízes.
• Fase de desenvolvimento da parte aérea – Nesta fase volta-se a transpor a futura planta para outro meio de cultura, este no qual estão disponíveis as características necessárias ao desenvolvimento das folhas e do caule do organismo.
• Fase de aclimatação - Consiste em colocar as novas plântulas em diferentes estádios de adaptação, começando por coloca-las numa estufa com um alto nível de humidade cerca de 99,9% e sucessivamente baixando esse nível até as plântulas chegarem ao solo, no campo.




Passeio pela cidade de Coimbra
Saímos da escola novamente de autocarro em direcção à universidade de Coimbra, onde demos um passeio e tirámos algumas fotografias de recordação. De seguida descemos toda a cidade em direcção ao rio, sendo que, devido ao calor, parámos numa esplanada para nos refrescarmos com gelados e refrigerantes.
Enquanto alguns se refastelavam na sombra da esplanada, outros preferiram ir à descoberta, e acabámos por entrar na Igreja de Santa Cruz. Assim, pudemos observar o túmulo de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, para além de lindíssimos painéis de azulejos tipicamente portugueses.
Estava quase na hora de regressar para Almada quando descobrimos perto do rio uma pequena pastelaria que vendia pastéis de tentugal, uma especialidade local. Não resistimos.
Chegadas as 16:40h e depois de um dia muito preenchido, tivemos de embarcar.


Ana Gonçalves
Diogo Mesquita
12ºA

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Visita de estudo ao CEVDI


Apresentação sobre vectores
No passado dia 31 de Março, pela manhã, as turmas A e B do 12º ano dirigiram-se ao Centro de Estudos de Vectores e Doenças Infecciosas (CEVDI) em Águas de Moura. A visita teve como objectivos conhecer o CEVDI, aprofundar conhecimentos sobre vectores, bem como sobre doenças por eles transmitidas e conhecer a investigação levada a cabo neste centro de estudos.

Numa primeira parte da visita, pudemos assistir a uma apresentação introdutiva sobre supervectores. Estes são todos os animais com capacidade de transmitir doenças infecciosas a um hospedeiro, como, por exemplo, carraças e mosquitos.

Carraças • Artrópodes parasitas que se alimentam de sangue;

• Encontram-se em zonas campestres;

• Detectam a presença de dióxido de carbono;

• Transmitem doenças como a febre da carraça;

• Devem ser prevenidas reduzindo a área de pele exposta;

• São um dos principais vectores de muitas doenças causadas por vírus, bactérias e protozoários, e transmitem-nas durante a sua alimentação;

• Quando fixadas à pele, as carraças devem ser removidas com uma pinça.


Mosquitos • Apenas as fêmeas fazem refeições de sangue;

• Encontram-se em águas paradas;

• Detectam a presença de dióxido de carbono;

• Transmitem doenças como a Malária e Dengue;

• Podem prevenir-se usando repelentes;

• Em Portugal, são referenciadas 45 espécies e subespécies de mosquitos;

• Têm um ciclo de vida de cerca de 15 dias, passando por vários estádios de desenvolvimento.

Numa segunda fase da visita, observámos estes animais à lupa, sendo-nos explicado como era feita a recolha dos mesmos (a partir de métodos tradicionais), e só então se procedia à análise laboratorial dos vectores. Visitámos também um pequeno museu com uma exposição da evolução do combate às doenças infecciosas na zona de Águas de Moura, desde métodos antigamente utilizados a explicações da exterminação da Malária em Portugal.

Foi bastante interessante conhecer este centro de estudos, bem como tomar consciência de que existe uma entidade a controlar as doenças infecciosas presentes em Portugal, comparativamente à escala global. O CEVDI participa na vigilância epidemiológica e pretende estudar não só estas doenças, mas também os seus agentes e determinantes.

Ana Gonçalves 12ºA

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fomos ao Teatro e… queremos mais!


O Teatro Municipal de Almada, através da Companhia de Teatro de Almada, teve a feliz iniciativa de levar à cena a peça Falar Verdade a Mentir, uma divertida comédia escrita por Almeida Garrett, em 1845.
Aos Professores foi facultada, pela instituição supra citada, um conjunto de informação e enquadramentos que enriquecem os conhecimentos sobre a peça, o autor, a época de então, artigos críticos, além de “prolongar a experiência da simples assistência ao espectáculo”.
Como estamos a iniciar o estudo do texto dramático e esta obra é recomendada para o 8ºano, não poderíamos ficar indiferentes à amabilidade demonstrada( digna de louvor, diga-se em abono da verdade), uma vez que corresponde a um desejo da comunidade escolar.
Assim, depois da mobilização e organização necessárias, no dia 22 de Fevereiro, a partir das 16 horas, tivemos a oportunidade de assistir à arte de representação da peça e, também, a conhecer um pouco mais do que está para além dos actores e do espaço físico onde tudo se desenrolou.
Visitámos a carpintaria, o local dos ensaios; fizemos algumas perguntas; ouvimos curiosidades e voltámos diferentes para a escola.
Garrett soube despertar o interesse dos espectadores.
Deixamos uma palavra de agradecimento e apreço a todos os que tornaram possível esta ida ao teatro.

Os Professores de Português do 8º Ano
Eveline Monteiro
Jorge Carvalho
Teresa Rafael

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Casa Fernando Pessoa



No dia 15 de Dezembro de 2010, a turma A do 12º ano da Escola Secundária com 2º e 3º ciclos Anselmo de Andrade dirigiu-se a Lisboa, onde visitou a Casa Fernando Pessoa, no âmbito da disciplina de Português. Para tal, fez-se acompanhar pela professora Rosário Marques e pelo professor Sérgio Valente.
Inaugurada em 1993, a Casa Fernando Pessoa encontra-se dividida em várias partes: um auditório, um jardim, salas de exposição, uma biblioteca e uma parte do espólio do poeta.
Na primeira parte da visita, um dos guias falou-nos um pouco sobre esta divisão, nomeadamente acerca da biblioteca, que se encontra aberta ao público no piso inferior do edifício, e da sua composição. Esta encontra-se organizada em três núcleos essenciais: a biblioteca particular do poeta, a biblioteca pessoana activa e passiva e um fundo de poesia portuguesa e estrangeira.
Posteriormente, fomos guiados ao último quarto em que o poeta viveu e aí pudemos ver alguns dos seus objectos pessoais, como, por exemplo, a sua máquina de escrever e a cómoda sobre a qual escreveu três dos seus maiores poemas: O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro, A Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa, e a Ode Triunfal, de Álvaro de Campos.
Na segunda e última parte, assistimos a uma palestra onde nos foram apresentadas algumas informações relativas à vida de Fernando Pessoa: onde e quando nasceu, as suas habilitações literárias, as funções que desempenhou, as obras que publicou, o tipo de relações que mantinha com as pessoas, entre outros aspectos. Nesta apresentação, houve também a participação de alguns alunos, que leram alguns textos do poeta ou artigos sobre ele.
O aspecto mais benéfico desta visita foi o conhecimento de alguns aspectos da vida pessoal do poeta que são menos divulgados. Algumas das obras escritas por Fernando Pessoa podem ser compreendidas à luz destas informações, uma vez que a sua vida quotidiana se reflectia nos textos que nos deixou.


Bárbara Nunes, nº5, 12A